O Banco Central Europeu exige que o Novo Banco (NB) aumente o capital em mil milhões de euros, por causa da exposição da instituição bancária a grandes devedores, avança a SIC. Por causa disto, a administração no Novo Banco já fez 850 milhões de provisões entre o final de 2014 e este ano.

O Observador sabe que os resultados do primeiro semestre de 2015 do Novo Banco deverão ser hoje entregues ao Banco de Portugal, apenas dois dias antes de os três candidatos à compra do banco entregarem as propostas revistas. As contas estão longe de um resultado positivo, apesar da redução de custos (em período comparável), se aproximar dos 7%, segundo fonte do banco – incluindo a saída de mais de 400 trabalhadores desde a entrada de Stock da Cunha para a liderança do banco.

O problema maior está, no entanto, em cerca de 50 grandes devedores que o BCE diz serem de alto risco. O resultado dos testes de stress feitos ao banco revelaram grandes riscos de incumprimento nos créditos concedidos a grandes empresas e acionistas, créditos estes concedidos ainda pela administração de Ricardo Salgado.

Ao que diz a SIC, a Anbang, Fosun e Apollo tinham já conhecimento desta exigência do BCE, tendo adaptado as suas propostas face a essa circunstância. A última informação escrita na imprensa apontava, por exemplo, para uma das propostas chinesas ser de 3,2 mil milhões, mais mil milhões precisamente para recapitalização.

A recapitalização inicial do NB foi de 4,900 mil milhões de euros. Os resultados dos testes de stress, realizados com o balanço de 2014, vão ser revelados no final de outubro deste ano, segundo a SIC.