Tem 50 anos (ou mais) e gosta de utilizar as novas tecnologias? Se sim, continue. É que segundo estudos recentes, os cérebros de pessoas que contactam com a tecnologia moderna estão a ficar cada vez mais jovens. Os computadores e dispositivos móveis estimulam as funções cognitivas, afirmam os investigadores.

Um estudo sobre a população inglesa mostrou que os testes cognitivos realizados a pessoas com mais de 50 anos são hoje melhores do que os resultados de pessoas até oito anos mais jovens, comparativamente aos testes realizados há seis anos. Atualmente, as palavras “Wi-fi”, “Router” ou “Banda larga” fazem parte do vocabulário dos mais novos, mas não são desconhecidas para os mais velhos.

“Acreditamos que estes resultados divergentes podem ser explicados pela mudança de estilos de vida”, afirma Nadia Steiber, investigadora do IIASA, um programa que estuda a população mundial.

O “Flynn effect”, que é a tendência para os níveis de QI aumentarem de geração para geração, pode ser explicado pelo contacto com as novas tecnologias, mas não totalmente. As mudanças na educação e nos hábitos alimentares também têm um forte impacto no desenvolvimento cognitivo.

A verdade é que atualmente a tecnologia exige novas competências. Aceder a um computador ou às redes sociais parece uma tarefa simples, mas que se torna um obstáculo se não se lembrar, por exemplo, da password correta da sua conta de email.

Os cérebros estão mais jovens, mas os corpos mais velhos e pouco saudáveis, acrescentam os investigadores. Os níveis de atividade física diminuíram e a obesidade tem vindo a aumentar, já que as novas tecnologias andam de mãos dadas com uma vida mais sedentária.

Por isso, já sabe, abrace a nova tecnologia e vá dar uma caminhada.