Os trabalhadores do grupo Volkswagen que entrem em contacto com os investigadores internos ao escândalo das emissões de gases poluentes até 30 de novembro são protegidos pelo programa de denúncias, estando”isentos de demissões e de pedidos de indemnização”, avançou a agência Reuters. A impunidade tem como objetivo encorajar os trabalhadores a revelarem informações sobre o software fraudulento. 

A comunicação foi feita pelo chefe da marca Volkswagen, Herbert Diess, numa carta aos funcionários. “Estamos a contar com a vossa cooperação e conhecimento enquanto funcionários da nossa empresa para chegar ao fundo da situação do diesel e do CO2”, terá Diess dito no documento. O programa aplica-se, assim, aos escândalos fraudulentos com que o grupo alemão está a lidar. 

Esta é uma tentativa de acelerar as investigações, que tem feito poucos progressos, para descobrir quem tinha conhecimento do equipamento de testes das emissões a diesel, diz a Reuters. O escândalo já se tornou público há dois meses e, na semana passada o grupo admitiu ter defraudado as certificações das emissões de dióxido de carbono.

A Volkswagen contratou a firma de consultadoria Delloite e a firma de advogados norte-americana Jones Day para que sejam investigadas sob que circunstâncias foi instalado o software fraudulento.