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O PS vai responder “ainda hoje”, “por escrito”, ao pedido de “clarificação formal” feito pelo Presidente da República, ouviu o Observador de fonte da bancada parlamentar socialista. Mas vai fazê-lo sem que António Costa volte a negociar com os parceiros de acordo de governação, BE, PCP e Verdes. “Se o Presidente quer uma carta, terá uma carta”, diz a mesma fonte, remetendo para as declarações oficiais do líder parlamentar feitas ao Diário Económico. Àquele jornal, Carlos César garantiu que a resposta ao Presidente seguia esta segunda-feira e que nenhuma das “dúvidas” do Presidente será difícil de responder, uma vez que “já foi tudo dito”.

“Nenhuma das perguntas tem qualquer grau de dificuldade, foram todas respondidas nas últimas semanas, é só relembrar o que foi dito”, disse Carlos César em declarações ao Económico pouco depois de Costa ter sido recebido pelo Presidente em Belém e dessa reunião ter resultado uma espécie de “pré-indigitação”, com uma lista de seis pedidos de esclarecimento ao PS.

À TSF, Carlos César reforçou a ideia, afirmando que “há todas as condições” para que a resposta por escrito siga para Belém nas próxima horas, uma vez que “todas as questões que o Presidente da República coloca são questões que têm feito parte do debate político diário e que têm sido esclarecidos pelo próprio líder do partido ou outros dirigentes do PS”, disse.

Segundo o Observador apurou, a ideia é dar a Cavaco a resposta escrita que foi solicitada, mas sem voltar a falar com os parceiros de acordo parlamentar, já que o entendimento de todos os envolvidos é que o que havia para acordar já está acordado.

Depois de meia hora reunido com o líder do PS, a Presidência da República divulgou uma nota onde dava conta de que “o Presidente da República solicitou ao Secretário-Geral do Partido Socialista a clarificação formal de questões que, estando omissas nos documentos, distintos e assimétricos, subscritos entre o Partido Socialista, o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista Português e o Partido Ecologista “Os Verdes”, suscitam dúvidas quanto à estabilidade e à durabilidade de um governo minoritário do Partido Socialista, no horizonte temporal da legislatura”. 

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