O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, pretende falar com o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, apenas por telefone e recusa encontrar-se pessoalmente com o Chefe de Estado de Kiev. A informação é avançada por várias fontes ao Kyiv Independent, que afirmam que uma chamada telefónica “iria alcançar pouco” e que seria preferível os dois líderes encontrarem-se pessoalmente.

“Já tentaram fazer [a paz] por telefone”, refere um alto funcionário ucraniano, que falou ao Kyiv Independent sob anonimato. Outro questiona sobre se uma chamada telefónica pode terminar a guerra sem o envolvimento dos Estados Unidos.

“Precisamos de um formato trilateral com os Estados Unidos, além de algum envolvimento dos europeus. Mas [os russos] dizem, ‘Bem, apenas venham a Moscovo’, ou liguem-nos, mas de que serve um telefonema?”, questiona.

A Ucrânia defendeu, várias vezes, um encontro pessoal entre Zelensky e Putin. Mais recentemente, o líder ucraniano sugeriu uma cimeira de líderes, juntamente com os Estados Unidos, mas o Kremlin tem constantemente recusado e, em alternativa, defendido a ida do Presidente ucraniano a Moscovo.

Putin só se encontra com Zelensky para assinar paz: Kremlin exige que ucraniano vá a Moscovo

A única vez que Zelensky e Putin se encontraram foi na cimeira do chamado “Quarteto da Normandia” — composto pela Ucrânia, Rússia, França e Alemanha —, em Paris, em 2019, para tentar resolver as principais questões no leste ucraniano, sendo que as comunicações diretas entre os dois países estão cortadas desde a invasão em larga escala, em 2022.

Kiev teme que uma chamada telefónica dê razões a Moscovo para “se livrar das negociações sem assumir compromissos significativos” e defende a presença de mediadores para resolver pontos de discórdia entre as partes.

“Putin precisa de sair do seu bunker e participar nas negociações trilaterais […] e, pessoalmente, confirmar que vai acabar com a guerra”, sublinha o alto funcionário.

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]