Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

É já no dia 15 de dezembro que vai chegar às bancas o novo projeto que nasce da saída da Newshold dos jornais Sol e i. O anúncio foi feito esta manhã por Mário Ramires aos trabalhadores que transitaram para a nova empresa, da qual Ramires afirma ser o único acionista, ao mesmo tempo que ocupará o cargo de diretor das duas publicações. O i vai para as bancas de segunda a sexta e ao sábado sairá uma edição semanal que mistura, na primeira página, o conceito gráfico do i – mantém-se a tira preta com uma bola identificadora do diário i – com o logótipo do Sol.

A ideia é que os conteúdos se mantenham tal como existiam, para que seja feita uma transição não muito repentina para o novo projeto.

José António Saraiva deixa de ser diretor e passa a consultor editorial do Sol, a par com José António Lima que ocupará o cargo de conselheiro editorial do i. Ambos continuarão a ter uma coluna de opinião no jornal. Mário Ramires, como já foi referido, será o diretor das duas publicações e terá como diretores adjuntos Vítor Rainho e Ana Sá Lopes (no i) e Ana Paula Azevedo e José Cabrita Saraiva (no Sol).

No plenário com a redação Mário Ramires garantiu que este é um projeto para dois anos e meio e, para que resulte, o prejuízo dos dois jornais não pode ultrapassar os 800 mil euros por ano. No último ano cada um dos títulos deu um prejuízo de aproximadamente quatro milhões cada, ou seja, tem de ocorrer um prejuízo dez vezes menor do que sucedeu no último ano.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Caso consigam atingir este valor, Ramires garantiu que os trabalhadores terão direito a um 15º mês de ordenado — isto se não forem avaliados negativamente. O ex-administrador da Newshold também deixou a certeza de que os salários serão pagos até dia 8 de cada mês.

Indemnizações em janeiro

Neste plenário estiveram os 66 trabalhadores da nova empresa, mas também se falou dos 122 que ficaram sem trabalho na semana passada. Mário Ramires afirmou que, caso não existam muitos processos em tribunal, as indemnizações serão pagas até ao dia 5 de janeiro, muito à custa da venda do prédio no Chiado, em Lisboa, onde esteve sediado o Sol.

Foi ainda explicado como deverão ser aplicadas as receitas das novas publicações: o dinheiro da venda em banca servirá para pagar a estrutura, o valor angariado pela publicidade cobrirá a distribuição e a impressão dos jornais. No total, trabalham para a nova empresa 66 pessoas, 44 delas diretamente ligadas à redação, entre jornalistas, repórteres fotográficos, gráficos, entre outros.