Cinco candidatos presidenciais já reagiram às três sondagens reveladas esta quinta-feira (que dão, todas elas, a vitória de Marcelo Rebelo de Sousa à primeira volta). O candidato apoiado por PSD e CDS afirma que “os números são muito reconfortantes, mas é preciso que os portugueses vão votar“. À esquerda, o discurso é semelhante: para Sampaio da Nóvoa, Maria de Belém, Marisa Matias e Edgar Silva “tudo está em aberto” e o objetivo é a segunda volta. Maria de Belém é a menos otimista.

O primeiro a comentar as sondagens divulgadas foi Marcelo Rebelo de Sousa. O candidato social-democrata sublinhou que há uma “unanimidade” em todas as sondagens: e essa aponta para intenções de voto acima dos 50%, que lhe dariam uma vitória à primeira volta. Marcelo não esconde que essa unanimidade “é muito reconfortante”, mas nada está ganho: “É preciso que os portugueses vão votar e que os indecisos se decidam até ao dia 24”, disse.

Já Sampaio da Nóvoa lê os números de uma forma diferente: para o candidato independente (apoiado por várias figuras ligadas ao PS, entre os quais atuais ministros de António Costa), “todas as sondagens dão uma possibilidade muito forte de haver segunda volta“. Para Nóvoa, os números das três sondagens, que o colocam de forma unânime no segundo lugar, mostram que a sua candidatura “é a única que pode derrotar Marcelo”.

Maria de Belém Roseira, por sua vez, mostrou-se mais prudente. A candidata socialista, que se encontra em queda nas sondagens, sublinha que “a verdadeira sondagem é no dia das eleições”. A ex-presidente do PS acredita mesmo que, ao contrário do que as sondagens indicam, a sua candidatura “está numa dinâmica ascendente” — mas admitiu ainda assim que as intenções de voto indiciam que a sua mensagem “porventura não chegou aos eleitores”. “De qualquer das maneiras é através do resultado eleitoral que nós vamos verdadeiramente saber quais são os resultados e [saber] se consegui ou não transmitir a minha mensagem”, acrescentou.

Entre Marisa Matias e Edgar Silva reina o otimismo. A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, que subiu em todas as sondagens, afirma que “a tendência em todas as sondagens revela um crescimento” da sua candidatura — um crescimento que diz ter sentido nas ações de rua. Marisa Matias acredita que vai haver segunda volta e, apesar de aparecer apenas na quarta posição nas três sondagens, acredita numa “surpresa” para o dia 24: “Acredito que dia 24 vamos ter uma surpresa quanto ao resultado desta candidatura e que vai ser essa surpresa que vai permitir a segunda volta. Espero ser eu a disputá-la“.

Já Edgar Silva, que em nenhuma sondagem ultrapassa os 5% (e que em duas das três sondagens não chega sequer aos 4%), acredita que o resultado das atuais estimativas de voto será bastante diferente daquele que se verificará nas urnas. “Há um movimento de crescente apoio a esta candidatura que ainda não tem reflexo nas sondagens”, defende o candidato do PCP, que sublinha que “daqui até domingo há muito para conquistar“.

Texto editado por Rita Ferreira