Responsáveis pelo programa Eco-Escolas, que este ano comemora 20 anos e conta com cerca de 1.500 escolas, reúnem-se esta semana e na próxima com diretores escolares para tentar levar práticas ambientais e saudáveis a um maior número de estabelecimentos.

Ao abrigo do programa têm sido desenvolvidos nas escolas diversos projetos assentes em quatro eixos: energia, água, mobilidade e resíduos, disse esta segunda-feira à agência Lusa a coordenadora nacional do Eco-Escolas, Margarida Gomes.

A equipa coordenadora vai reunir-se com diretores escolares nos dias 12 e 18, em Lisboa e no Porto, respetivamente, para os sensibilizar para a importância que têm no desenvolvimento dos projetos.

“O ideal depois é serem os alunos a identificar os problemas e a sugerir as iniciativas para as transmitirem, posteriormente, à família e à comunidade”, afirmou a mesma fonte.

O programa tem vindo a crescer ao ritmo de 100 escolas por ano, mas sofreu um recuo com as medidas de austeridade e o encerramento de escolas, que agora está a ser recuperado, indicou Margarida Gomes.

No âmbito da energia, as escolas desenvolvem iniciativas de poupança e recurso a energias alternativas.

No tema água, o objetivo é também reduzir o consumo, enquanto nos resíduos, a ideia é reduzir e reciclar.

Em 500 destas escolas existem hortas biológicas e este ano foi introduzida uma vertente nova: alimentação saudável.

O programa tem também como objetivo incentivar os alunos e os pais a diminuírem a utilização do carro como transporte individual, referiu a responsável.

“Cada escola desenvolve ações adaptadas à sua realidade, temos desde jardins de infância a universidades”, afirmou a coordenadora nacional.

A Associação Bandeira Azul da Europa desenvolve há 20 anos, em Portugal, o Programa Eco-Escolas, com o apoio técnico e institucional do Ministério da Educação e do Ministério do Ambiente.