Reino Unido

O que já se sabe (e o que falta saber) sobre o ataque em Manchester

Já se conhece a identidade do bombista suicida e de várias vítimas mortais. Mas ainda há muito por esclarecer em relação ao atentado terrorista de Manchester, que deixou o Reino Unido em alerta.

O número de mortos ainda pode ser atualizado

ANDY RAIN/EPA

Autores
  • Miguel Santos Carrapatoso
  • Tiago Palma

O que já se sabe…

22 vítimas mortais, entre eles crianças, e 64 feridos, vinte deles nos cuidados intensivos. Sabe-se que pelo menos 12 são crianças, uma vez que era esse o número de pessoas internadas no único hospital pediátrico de Manchester, o Royal Manchester Children’s Hospital.

Todas as 22 vítimas mortais estão identificadas e as famílias já foram informadas, avançou a polícia. Mas até agora apenas foram divulgadas as identidades de 14 das vítimas mortais. A primeira a ser divulgada foi Georgina Callander, de 18 anos. Depois, soube-se de Saffie Rose Roussos, de oito anos. Os restantes são Martyn Hett, de 29 anos; Angelika Klis, de 40; Marcin Klis, 42; John Atkinson, 28; Kelly Brewster, 32; Olivia Campbell, 15; Alison Howe, 45; Lisa Lees, 47; Jane Tweddle-Taylor, de 50 anos; Nell Jones, de 14; Sorrell Leczkowski, de 14 anos; Michelle Kiss, 45.

Entre as 22 vítimas mortais estava uma agente policial, confirmou esta quarta-feira o chefe da Polícia de Manchester.

Durante uma curta conferência de imprensa, Ian Hopkins, chefe da Polícia de Manchester, confirmou que “é bastante claro isto é uma rede que estamos a investigar”.

O atentado foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico, num comunicado onde exagerava no número de mortos (dizia 30 em vez de 22) e também de feridos (referia 70 e não 64). Mas a ministra do Interior, Amber Rudd, disse esta manhã em entrevista à Sky News que não está provada a ligação do suspeito ao Estado Islâmico.

O autor do atentado é Salman Abedi, um britânico de origem líbia, que terá passado pela Síria e vivia em Manchester.

Até ao momento foram detidos nove pessoas, sete no Reino Unido e duas na Líbia. Entre terça e a manhã de quarta-feira, foram detidos quatro suspeitos na zona de Manchester, por suspeitas de colaborarem com Salman Abedi no planeamento do atentado. Entre eles está um dos três irmãos de Salman, Ismael, de 23 anos. Na tarde desta quarta-feira, Hashem Abedi, o irmão mais novo de Salman Abedi, e o pai de ambos foi detido em Trípoli, na Líbia, por suspeitas de ligações ao Estado Islâmico. Um outro suspeito foi detido em Wigan, uma localidade a cerca de 30 quilómetros de Manchester. Na noite de quarta-feira, uma mulher foi detida durante as investigações num bloco de apartamentos em Blackley, no norte da cidade, e um homem foi detido em Nuneaton, em Warwickshire.

O atentado consistiu num única explosão, provocada por um bomba artesanal feita por outra pessoa que não Salman Adebi e colocada por este último numa das saídas das Manchester Arena. A explosão aconteceu no fim do concerto, às 22h33. O som da explosão provocou o pânico entre os que assistiam ao concerto.

Estariam cerca de 21 mil pessoas a assistir ao concerto. A explosão — que ocorreu no exterior — “abalou o edifício”, segundo vários relatos recolhidos pelos órgãos de comunicação social britânicos. Fora feitas mais de 240 chamadas de emergência e 60 ambulâncias e 400 agentes policiais foram enviados para o local, segundo o jornal The Guardian. Os feridos foram transferidos para seis hospitais na área de Manchester.

Ariana Grande não ficou ferida no ataque. A artista norte-americana reagiu ao incidente, escrevendo, no Twitter, que se encontrava “destroçada” e “sem palavras”.

As autoridades fizeram ainda uma explosão controlada depois de terem encontrado um objeto estranho nas imediações do Manchester Arena.

Os partidos que concorrem às eleições legislativas no Reino Unido decidiram suspender a campanha eleitoral — a corrida às urnas está agendada para 8 de junho.

Não há registo, até ao momento, de cidadãos portugueses entre as vítimas do ataque, de acordo com informações divulgadas durante a manhã pela Secretaria de Estado das Comunidades.

O exército britânico disponibilizou 984 militares em todo o Reino Unido para prestar apoio à policia após o ataque em Manchester.

… o que falta saber

Continuam por ser reveladas as identidades de grande parte das vítimas, tanto mortos como feridos.

Qual a rede que está por detrás do atentado. A polícia de Manchester já disse que há uma rede por detrás do ataque, mas não avançou com mais pormenores.

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