A Amnistia Internacional colocou esta segunda-feira dois casais de homens abraçados junto à Torre Eiffel para pedir ao Presidente Francês que “faça pressão” sobre o seu homólogo russo, de visita a Paris, para pôr fim “à homofobia na Chechénia”.

A cena montada esta manhã pela organização dos direitos humanos – dois casais de homens que se abraçam com uma bandeirola a dizer “Stop à homofobia na Chechénia” com a torre Eiffel como fundo – visa alertar para o problema checheno no dia em que o Presidente Emmanuel Macron recebe o chefe de Estado Russo, Vladimir Putin.

“Queremos que Macron faça pressão sobre Putin, para que ele faça, por seu lado, pressão sobre Kadyrov (o presidente checheno), que persegue com toda a impunidade os homossexuais com a bênção das autoridades” russas, disse à AFP Cécile Coudriou, vice-presidente da Amnistia Internacional francesa.

Macron recebe esta segunda-feira Putin no palácio de Versalhes, prevendo-se que temas como a Síria ou a Ucrânia possam estar sobre a mesa.

No final de março, o jornal independente russo Novaia Gazeta revelou que os homossexuais eram alvo de perseguições por parte das autoridades na Chechénia, sociedade conservadora onde a homossexualidade é considerada tabu.

A organização Human Rights Watch (HRW) confirmou, num relatório divulgado na semana passada, a perseguição de dezenas de homens homossexuais ou bissexuais na Chechénia e pediu à Rússia para garantir uma investigação “completa e imparcial” do caso.

Dezenas de homens homossexuais ou bissexuais foram detidos, agredidos e humilhados por polícias chechenos “num aparente esforço para os eliminar da sociedade chechena”, afirmou a organização de defesa dos direitos humanos com sede em Nova Iorque.