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Saúde Pública

Direção-Geral de Alimentação e Veterinária confirma que a morte da menina de sete anos se deveu a uma bactéria

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A morte da menina de sete anos na Maia deveu-se a uma bactéria com origem numa fonte alimentar, confirmou a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.

A menina de sete anos morreu de falência dos rins

LUSA

A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), confirmou esta terça-feira à noite, num comunicado enviado às redações, que a morte de Joana Teixeira se deveu a uma bactéria. “A infeção terá sido contraída a partir de uma fonte alimentar, tendo já sido identificada pela Autoridade de Saúde a bactéria que causou a doença – Escherichia coli.”

Esta tarde, a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte) confirmou a origem e forma de transmissão da doença: “Esta doença infeciosa adquire-se, principalmente, através da ingestão de alimentos ou água contaminados, sendo também possível a transmissão pessoa a pessoa (fecal‐oral)”. No entanto, a ARS Norte informou o Observador de que o estudo epidemiológico – que permite determinar as causas da doença – ainda estava em curso e que não havia data prevista para a sua conclusão.

A Escherichia coli é uma bactéria comum e que existe naturalmente nos intestinos, mas que, quando cresce descontroladamente, pode provocar infeções graves. Esta é uma das bactérias que tem motivado grande preocupação por parte da entidades de saúde porque algumas estirpes têm mostrado resistência aos antibióticos de terceira linha – um dos grupos mais potentes de antibióticos. O Observador não conseguiu confirmar se, neste caso, se tratava de uma bactéria multirresistente.

Joana Teixeira, a menina de sete anos que morreu de falência renal, esteve com vómitos e diarreia durante alguns dias antes de ser admitida num hospital em Alfena, Valongo. O agravamento do estado de saúde obrigou a que fosse transferida para o Hospital de São João, onde viria a morrer dois dias depois. O Correio da Manhã avançava que a bactéria teria sido transmitida pelo hamster de estimação.

No comunicado, a DGAV esclarece que “não há qualquer evidência de que o foco de contágio tenha sido o animal de estimação, tendo em conta que nenhuma das doenças transmitidas dos roedores para os humanos provoca diarreia e vómitos nas pessoas atingidas”. Os esclarecimentos e medidas de proteção divulgados pela Autoridade de Saúde do Agrupamento de Centros de Saúde Maia/Valongo (Aces Maia/Valongo) também nunca falam em contaminação com origem num animal, mas em “infeções transmitidas pelos alimentos (incluindo a água) e por via fecal-oral”.

A pedido do diretor do Agrupamento Escolas de Águas Santas, Manuel Carneiro Ferreira, a Aces Maia/Valongo emitiu um comunicado em que informa que “se trata de um caso isolado de doença infecciosa, causada por uma bactéria que raramente causa doença humana com esta gravidade” e assegura que “não se justificam medidas adicionais, não havendo motivos para a interrupção das normais atividades escolares nem do funcionamento da cantina escolar”.

O Observador contactou o Hospital de São João, ainda antes da divulgação do comunicado da DGAV, mas até ao momento ainda não obteve resposta às questões colocadas.

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