A Itália e a cidade de Milão contestaram junto dos tribunais europeus a decisão da União Europeia de transferir a Agência Europeia do Medicamento (EMA) para Amesterdão, informou o Tribunal de Justiça Europeu na rede Twitter.

A instituição indicou que o Tribunal recebeu o pedido destinado a “anular a decisão do Conselho da União Europeia de estabelecer a sede da EMA em Amesterdão na sequência do Brexit” (saída do Reino Unido da União Europeia). O Porto foi uma das cidades candidatas à reinstalação da sede da EMA.

O primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, já tinha dito na televisão que tencionava contestar a escolha, feita através de sorteio após um escrutínio complexo com a participação de 27 ministros da UE (sem o Reino Unido), do qual resultou um empate entre duas cidades.

A EMA está atualmente em Londres, de onde sairá na sequência do Brexit. A contestação dos italianos surge depois de declarações das autoridades holandesas, na segunda-feira, reconhecendo que o edifício que deverá albergar a EMA não estaria pronto até novembro do próximo ano, 11 meses depois da data que fora prometida. Os funcionários do EMA terão por isso de passar o primeiro ano em escritórios temporários, os quais serão pagos pelo governo holandês.