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70 milhões de euros. É este o valor do défice do sistema de saúde dos militares das Forças Armadas, que registou um aumento de 17 milhões face a 2016. A Assistência na Doença aos Militares – bem como a organização que a gere, o Instituto de Ação Social das Forças Armadas – está a ser alvo de auditorias por parte do Tribunal de Contas, da Inspeção-Geral das Finanças e da Inspeção-Geral da Defesa Nacional.

O Correio da Manhã conta que a derrapagem resulta da insuficiência da receita da Assistência na Doença aos Militares para corresponder à própria despesa. Ao mesmo jornal, o ministério da Defesa revelou que “está a decorrer, por indicação do ministro da Defesa, uma auditoria da Inspeção-Geral da Defesa Nacional ao setor da saúde militar, abrangendo também o Instituto de Ação Social das Forças Armadas.”

O ministério de Azeredo Lopes acrescentou que “está a acompanhar a situação, aguardando pelas conclusões das auditorias para tomar medidas estruturais que garantam a autonomia e sustentabilidade da Assistência na Doença aos Militares.”

Como a receita do sistema de saúde militar é insuficiente para fazer face a todas as despesas, as dívidas a entidades externas, como hospitais, já se acumulam há nove meses. A auditoria realizada internamente identificou deficiências no controlo e gestão das receitas e despesas.

São 119.177 os beneficiários da Assistência na Doença aos Militares: entre militares no ativo, na reserva, na reforma e familiares. O Hospital Militar das Forças Armadas é o que mais cobra a este sistema de saúde e os grupos privados – Luz Saúde, Lusíadas Saúde, Mello Saúde e Trofa Saúde – faturaram em conjunto em 2017 18,8 milhões de euros.

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