A Organização Mundial de Saúde (OMS) denunciou que houve, pelo menos, 500 pessoas a receberem tratamento hospitalar na sequência do ataque à localidade síria de Douma, no sábado, por apresentatem sintomas de exposição a químicos tóxicos, como problemas respiratórios e problemas no sistema nervoso central.

A cidade de Douma, o último bastião rebelde nos arredores de Damasco, foi atacada no sábado por forças do regime sírio. De acordo com a OMS, mais de 70 pessoas, que estavam escondidas em caves, morreram. Dessas, 43 apresentavam sintomas de exposição a químicos, segundo os dados avançados à organização por parceiros no terreno. Dois hospitais também terão sido afetados pelo ataque.

“Devemos todos ficar indignados com estas notícias e imagens de Douma”, afirmou Peter Salama, diretor-geral adjunto para situações de emergência, acrescentando que a OMS “exige imediatamente o acesso à área para providenciar cuidados àqueles que foram afectados, avaliar os impactos na saúde, e fornecer uma resposta abrangente de saúde pública”.

Em comunicado, a OMS lembrou ainda as partes envolvidas de que são obrigadas a evitarem estabelecimentos de saúde e o seu pessoal médico durante as investidas e que o uso de armas químicas é ilegal segundo a Lei internacional.

Trump ameaça Rússia. “Mísseis estão a chegar” à Síria

Na segunda-feira, o Presidente norte-americano Donald Trump garantiu uma resposta rápida ao ataque em Douma, assim que se confirmasse a responsabilidade do regime sírio. Trump tem estado desde então em conversações com os seu aliados para decidir as medidas a tomar em relação ao governo de Bashar Assad. Depois de a Eurocontrol, a agência responsável por controlar o tráfego aéreo europeu, ter pedido às transportadoras que tivessem cuidados redobrados ao sobrevoar a zona este do Mediterrânio “nas próximas 72 horas” devido a possíveis bombardeamentos na Síria, Trump anunciou no Twitter que “os míssies” estão a chegar.