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Educação

Metade das crianças até aos 3 anos não tem vaga em creches

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Taxa de cobertura das creches mantém-se nos 50%, ou seja, metade das crianças até aos três anos não encontram vaga, em especial nos grandes centros urbanos.

ESTELA SILVA/LUSA

O número de vagas em creches diminuiu este ano e há quase menos 17 mil lugares nestes estabelecimentos. A notícia é avançada pelo Jornal de Notícias que, citando fonte da Associação de Creches e Pequenos Estabelecimentos de Ensino Particular (ACPEEP), atribui esta diminuição à crise e ao aumento de concorrência, que terá levado muitas instituições privadas a fechar. Desde 2009, um quarto destas instituições associadas da ACPEEP fechou.

Segundo aquele jornal diário, a taxa de cobertura das creches mantém-se nos 50%, querendo isto dizer que metade das crianças até aos três anos não encontra vaga na rede existente. Olhando para os números, vê-se que a tendência dos últimos anos — de aumento constante do número de vagas — se inverteu.

Em 2016, escreve o JN, havia 118 mil vagas em creches. Destas, 74 340 eram em instituições com acordo de cooperação (que têm financiamento do Estado) e 43 660 privadas. Em 2018, o número total cai para 114108, uma diminuição de 16 779. E esta queda deve-se apenas à diminuição de vagas nas creches privadas que caem para 26 861. Nos estabelecimentos com acordo de cooperação o número de lugares subiu substancialmente (para 87 247), mas não em número suficiente para fazer face à queda nas privadas.

Manuela Silva, da ACPEEP, garante ao JN que em muitos concelhos o fecho das privadas deixou os pais sem resposta. E lamenta que sejam as privadas a fechar, já que ao contrário das creches com acordo de cooperação não custam nada ao Estado.

Já o presidente adjunto da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social, João Dias, defende que o mapa das creches não está alinhado com as necessidades demográficas, havendo creches em locais onde não são necessárias enquanto que noutros lugares faltam respostas. E deixa o aviso: o país “acordou tarde” para o problema da natalidade e esteve a “dormir uma sesta” durante a crise, atrasando investimentos.

O Ministério do Trabalho e da Segurança Social garante que reforçou a oferta de creches, tendo celebrado novos acordos de cooperação para criar mais 3000 lugares entre 2016 e 2018.

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