Espanha

PP e Ciudadanos dividem entre si governação na Andaluzia e têm apoio do Vox

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Acordo fechado na Andaluzia deixa PP com o governo autonómico e o Ciudadanos com a presidência do Parlamento. A extrema-direita não entrou no acordo político, mas terá um lugar na Mesa do Parlamento.

 Juan Manuel Moreno, líder do PP da Andaluzia, diz que acordo com Ciudadanos torna a sua investidura "mais do que previsível"

JORGE GUERRERO/AFP/Getty Images

Está aberto o caminho para que Juan Manuel Moreno, líder do PP da Andaluzia, possa ser investido presidente do governo daquela comunidade autonómica. O acordo com o Ciudadanos,  sobre o programa político para a região, foi conseguido na véspera de Natal e conhecem-se agora os seus contornos: o partido de Albert Rivera — o que mais subiu nas eleições na região, no início deste mês — vai ficar com a presidência do Parlamento e o PP com a presidência da Junta da Andaluzia, representação máxima da comunidade. O Vox, força de extrema-direita, está fora do acordo político, mas terá um lugar na Mesa do Parlamento.

O presidente da Junta tem de ser aprovado por maioria absoluta do Parlamento — a legislatura arranca esta quinta-feira, depois das eleições de 2 de dezembro — e que será, assim, conseguida pela junção dos dois partidos, a direita conservadora do PP e a direita liberal do Ciudadanos, mas também do Vox, necessário para essa maioria — e cujo apoio já estará garantindo, segundo a imprensa espanhola.

O líder regional do PP afirmou esta quarta-feira que se trata de um “acordo estável” e que torna “mais do que previsível” a sua investidura. Também disse que até ao dia 11 de janeiro será conhecida a composição do novo governo, cuja posse ficará para o dia 16.

Tanto Moreno como o líder do Ciudadanos da Andaluzia, Juan Marin, disseram ainda que o Vox — o partido da extrema direita que teve um resultado surpreendente nas eleições (elegeu 12 deputados) — terá um lugar na mesa do Parlamento, ainda assim fora da vice-presidência do Parlamento. As três vice-presidências ficam para o PSOE, o PP e o Adelante Andalucía, a coligação entre os partidos de extrema-esquerda Podemos e Esquerda Unida, que foi a quarta força mais votada. Quanto ao Vox, a quinta força mais votada, ficará com um lugar de secretário da Mesa do Parlamento Andaluz, ao lado de PSOE e PP que aceitou conceder-lhe este lugar, concedendo-lhe “direito a voto e voz”, de acordo com o El Pais.

Nas eleições do início deste mês, o partido mais votado foi o PSOE, mas com o pior resultado de sempre na região e a ver entrar no Parlamento a extrema-direita, por via do Vox. Os socialistas e a sua líder regional Susana Díaz acabaram arredados do acordo de governação, com o PP e o Ciudadanos a tomarem a dianteira das negociações — a legislatura anterior terminou de forma antecipada depois de o partido de Rivera ter rasgado o acordo de governação que tinha com Susana Díaz, lançado a região andaluza para eleições.

Em maio, Espanha vai ter eleições municipais, autonómicas e o ciclo eleitoral fecha-se com as europeias. Estas eleições antecipadas nas Andaluzia eram vistas como um primeiro teste às forças políticas em Espanha — nomeadamente do PSOE, que está no Governo liderado por Pedro Sánchez — e acabou por mostrar a quebra eleitoral dos partidos tradicionais espanhóis, com o Ciudadanos a aparecer como o partido com maior subida (elegeu 21 depuados) e o Vox a ter aparecer com 12 deputados no Parlamento andaluz.

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