Eleições Europeias

Europeias. Sondagens PS pouco acima do PSD, com possibilidade de empate técnico

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Sondagens Aximage para Negócios/Correio da Manhã e da Pitagórica para o JN/TSF põem o PS e o PSD muito próximos e com empate técnico. Num dos casos elegem o mesmo número de eurodeputados.

As eleições europeias realizam-se a 26 de maio em Portugal. PS lidera sondagens, mas grande parte dos inquiridos desconhece o candidato socialista Pedro Marques

JOSÉ COELHO/LUSA

A exatamente um mês das eleições europeias o Negócios e CM e a TSF e o JN divulgam sondagens da Aximage e Pitagórica, respetivamente. Há diferenças nos resultados, mas ambas mostram o mesmo: o PS à frente do PSD por pouco mais de 1% e em possível situação de empate técnico (de eleição do mesmo número de eurodeputados).

Na sondagem do Negócios/CM, na liderança das intenções de voto, o PS teria 31,7% dos votos se as eleições se realizassem esta sexta-feira, com possibilidade de eleger entre oito a nove eurodeputados. Já o PSD teria 29% das intenções de voto, podendo levar para o Parlamento Europeu entre sete a oito eurodeputados.

Nesta sondagem, a CDU, que junta o PCP e o partido Os Verdes, surge na terceira posição com 8,4% das intenções de voto e, logo a seguir, surge o BE com 8,3 dos votos (podem eleger dois eurodeputados). A seguir, mas bastante perto também, surge o CDS/PP com 7,7% (pode levar para Bruxelas entre um a dois eurodeputados). Na corrida para eleger apenas um eurodeputado, surgem no final desta sondagem o Basta com 1,8% dos votos e o PAN e o Aliança, ambos com 1,3%.

Os resultados obtidos para a TSF e o JN não são muito diferentes. O PS, com 30,3% das intenções de voto, surge também à frente do PSD, com 29%. Se fossem assim os resultados, os dois partidos elegeriam oito eurodeputados, ficando numa situação de empate técnico.

Nas últimas eleições de 2014, o PS, com 31,36% dos votos, ganhou ao PSD, que teve apenas 27,71% dos resultados. Foi este resultado que levou à queda de António José Seguro, antigo secretário geral do PS, quando o atual primeiro-ministro, António Costa, na altura presidente da Câmara de Lisboa, tomou a liderança do partido com a crítica: “Quem ganha por poucochinho é capaz de poucochinho”.

Em terceiro lugar nos resultados da Pitagórica, está o BE com 11,3%. Já o CDS/PP, ficaria em quarto com 7,6% dos resultados e, em último, a CDU, com 6,5%. Nestas contas, não haveria hipótese para mais partidos terem hipótese de chegar a Bruxelas, ao contrário da outra sondagem (o PDR é o único que surge com resultados com relevância, com 1,7% dos votos).

As duas sondagens referem também que há ainda eleitores indecisos, mas variam bastante nos resultados. A Aximage afirma que há apenas 3,5%. Já a Pitagórica diz que há ainda 26,2% (cerca de um em cada quatro eleitores).

Em notoriedade, Pedro Marques perde

Na notoriedade dos candidatos parece ser Pedro Marques, o cabeça de lista do PS, a criar dores de cabeça para as contas dos socialistas contra o PSD. Segundo a Aximage, num teste de popularidade, o antigo Ministro do Planeamento é o menos conhecido. 29,9% dos inquiridos sabe identificar quem é o eurodeputado Paulo Rangel, o cabeça de lista dos sociais-democratas. Já Pedro Marques desce em relação a resultados anteriores, com apenas 20,4% dos inquiridos a saberem dizer quem é o candidato.

Nestes resultados a eurodeputada Marisa Matias, a cabeça de lista do BE, surge com 16,2% dos resultados, seguida pelos eurodeputados Nuno Melo  cabeça de lista do CDS/PP, e João Ferreira, cabeça de lista da CDU, com apenas 5,6%.

No que respeita a classificações de desempenho, a mesma sondagem põe na liderança Marisa Matias, com uma nota de 11 valores (em 20). Paulo Rangel tem também nota positiva, mas só de passagem: 10,3. Nuno Melo, João Ferreira e Pedro Marques ficam com classificação negativa segundo os inquiridos, com 9,5, 9,2 e 8,8.

Os resultados da Pitagórica relativos à idade dos eleitores mostram que o PSD parece estar a cativar eleitores mais novos, com 25 e 34 anos, ao estar oito pontos percentuais à frente do PS  (21,2% contra a 12,9%).

*Artigo alterado às 12h04. Onde se lia “popularidade”, lê-se agora “notoriedade”

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