Além de uma viagem de Lisboa à Madeira, Bruna Pereira dos Santos — brasileira — teve de suportar alojamento e alimentação. A data mais próxima de agendamento para renovar o visto de residência antes que o atual caducasse, a 11 de setembro, era na Madeira e Bruna teve que pedir dinheiro emprestado para tratar dos papéis. O relato é feito na edição desta terça-feira, do Público, que acrescenta ainda o Caso de Priscila que se deslocou à Guarda.

Serão apenas mais dois casos a somar às centenas de imigrantes que se veem obrigados a percorrer Portugal de norte a sul — e ilhas incluídas — para conseguir renovar os papéis necessários à permanência no país. Quando não conseguem fazê-lo correm o risco de ser expulsos do país e, no mínimo, poderão estar sujeitos ao pagamento de uma multa por estarem no país de forma ilegal.

De acordo com as explicações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) até ao final do ano há “48.890 agendamentos registados só para renovação de título de residência” e desde o início de agosto foram “reafetadas cerca de oito mil vagas para os processos com maior procura” — que já estão todas preenchidas. Para o SEF os processos com maior procura são, além da renovação de autorização de residência, a autorização para o exercício de atividade e o reagrupamento familiar.