O Presidente da República já está na ilha do Corvo, Açores, apesar das dúvidas sobre a viabilidade de uma aterragem em segurança por causa das condições atmosféricas. A viagem no voo militar da Força Aérea durou cerca de uma hora e durante boa parte do voo, Marcelo conversou com Vasco Cordeiro, presidente do Governo Regional dos Açores, que estava sentado na mesma fila mas do outro lado do corredor. Já perto do momento da aterragem, dirigiu-se ao cockpit e assistiu, na primeira fila, à chegada ao Corvo. Ao aterrar garantiu que o mergulho de ano novo naquelas águas está certo: “É garantido. É amanhã de manhã”.

Marcelo chegou esta manhã à Base Militar das Lages, na Terceira, e embarcou de imediato num voo militar com destino ao Corvo, onde entrará em 2020 numa festa com mais de 200 corvinos no ginásio local. Quando embarcou no C-295 da Força Aérea, a comitiva presidencial não tinha ainda a certeza que o voo conseguisse aterrar no Corvo, devido aos fortes ventos que estão a a afetar o grupo ocidental do arquipélago.

Depois de aterrar, em declarações aos jornalistas, Marcelo explicou que esta era “uma ideia fixa” que tinha e que até tinha nascido de um desafio de Jaime Gama, açoriano e antigo presidente da Assembleia da República que em 2016 que disse que “havia d epensra ir passar o fim do ano ou o Natal ao Corvo”. “É uma promessa tem de ser cumprida, a não ser que fosse totalmente impossível”, explicou à chegada.

A previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) contam com ventos fortes a afetarem o grupo ocidental, com a passagem de uma superfície frontal fria pela região, mas o avião aterrou sem sobressaltos.

Com esta visita curta, o Presidente pretende passar “uma mensagem simples”: “O Presidente da Repúbçica tem sempre no seu pensamento e coração todos os portugueses, estejam longe estejam perto”. Sobre os corvinos, louvou a “coragem” que têm por viver na ilha mais isolada do país e que isso deve ser lembrado pelos outros portugueses”.

Ainda foi desafiado a dizer que conseguiria viver ali, entre a povoação que não tem mais de 430 pessoas. “Não é impossível, mas é obviamente muito difícil, porque viver aqui é muitíssimo mais difícil do que viver na generalidade do resto do território português”.

A agenda presidencial para este último dia de 2019 no Corvo ainda chegou a ser alterada por causa das condições atmosféricas, mas acabou por seguir como estav inicialmente previsto, com uma visita ao Caldeirão. Ao final do dia haverá um “jantar de confraternização e celebração da passagem do ano”, no ginásio da Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira. No primeiro do dia de 2020, o Presidente participará na missa animada pelos jovens da ilha e em seguida vai ler, ainda a partir da ilha, a mensagem de Ano Novo. Rumará a Lisboa pela hora de almoço.