Os fabricantes de veículos pesados Daimler Truck e Volvo Group associaram-se numa joint-venture, detida a 50%, com o objectivo de desenvolver camiões e autocarros eléctricos que, em vez de armazenar energia em baterias, a produzem a bordo através de células de combustível a hidrogénio.

Cada fabricante contribuiu com cerca de 600 milhões de euros para a nova sociedade, que visa encontrar uma solução eléctrica que sirva veículos pesados, evitando o peso elevado a que as baterias obrigam, pelo menos no actual estágio de evolução.

Esta adopção da tecnologia das fuel cells a hidrogénio ficou de repente mais facilitada, após a Toyota, de longe o líder na tecnologia, ter aberto as suas patentes referentes à tecnologia da primeira geração, numa fase em que o fabricante japonês já está a introduzir a segunda, que vai usar nos autocarros que a Caetano Bus está a fabricar em Vila Nova de Gaia.

A VW recorda que as fuel cells, se bem que sejam mais rápidas a reabastecer, são menos eficientes energeticamente do que as baterias

“Esta joint-venture confirma que acreditamos nas fuel cells para veículos comerciais, mas para que isto se torne realidade é necessário que os fabricantes se juntem para contribuir para o desenvolvimento da tecnologia”, afirmou o CEO do Volvo Group, Martin Lundstedt. Aliás, foi precisamente com este objectivo em vista que a Toyota cedeu o seu know-how.

Por seu turno, Martin Daum, membro da administração da Daimler AG e da Daimler Truck, declarou que “esta joint-venture com o Volvo Group é um marco importante rumo à possibilidade de colocar em circulação camiões e autocarros a fuel cells”. De recordar que o grupo alemão já tem há cerca de 20 anos uma divisão a trabalhar no desenvolvimento das células de combustível a hidrogénio, a denominada Mercedes-Benz Fuel Cell GmbH, sem que tenha sido produzida uma quantidade significativa de unidades. O GLC F-Cell foi introduzido em Novembro de 2018 e descontinuado este mês.