Luís Newton é novo presidente da concelhia do PSD/Lisboa. O presidente da junta de freguesia da Estrela foi eleito com 70,61% dos votos (555) contra 29,39% dos votos (231) do antigo presidente da concelhia do PSD/Lisboa, Paulo Ribeiro, apurou o Observador junto de fonte da concelhia. O autarca da Estrela e suspeito da Operação Tutti Frutti já era o favorito à vitória, tendo o apoio de alguns dos maiores angariadores de votos de Lisboa como Rodrigo Gonçalves ou Paulo Quadrado. Embora Rui Rio não se tenha envolvido na disputa, a lista de Newton era vista como a mais distante da atual direção.

O presidente da junta de freguesia da Estrela acumula agora o cargo de autarca, líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa e também de presidente da concelhia. O primeiro vice-presidente da nova comissão política e número dois desta lista de Newton é Paulo Quadrado, controla há muitos anos o núcleo oriental. O segundo vice-presidente de Newton é Daniel Gonçalves, antigo presidente da junta das Avenidas Novas, e pai de Rodrigo Gonçalves, considerado um dos maiores caciques de Lisboa por muitos dos militantes da capital.

Com Newton (influência no núcleo Ocidental), a família Gonçalves (influência no núcleo Central, herdada da antiga secção A) e Paulo Quadrado (influência no núcleo oriental) a lista A era praticamente imbatível.

A lista A, a dos apoiantes de Luís Newton, também venceu para a Mesa de Secção por 545 votos contra 244, tendo existido nesta votação 6 votos em branco e 3 votos nulos.

Paulo Ribeiro — que venceu as últimas eleições com o apoio de Newton e Quadrado contra Rodrigo Gonçalves — demitiu-se antes do fim do mandato depois de ter sido alvo de uma “emboscada” numa reunião de concelhia aquando das escolhas dos nomes de Lisboa para a lista de deputados à Assembleia da República.

PSD. Guerra aberta em Lisboa por causa das listas de deputados. Líder da concelhia de Lisboa demite-se. Distrital vai a votos em novembro

Luís Newton tem sido envolvido em várias polémicas como as viagens à China pagas pela Huawei  ou os ajustes diretos feitos a militantes do PSD, que o levaram mesmo a ser um dos suspeitos da Operação Tutti Fruti.