Uma pessoa morreu baleada na cidade americana de Portland, este sábado, durante confrontos entre manifestantes antirracistas e apoiantes do presidente Donald Trump, segundo os órgãos de comunicação americanos, que citam a polícia local. Um homem que estava com a vítima foi detido.

A polícia informou que o tiroteio ocorreu por volta das 20h45 (hora local) no centro da cidade, estando neste momento a investigar o homicídio.

Segundo o The New York Times, há um vídeo filmado ao longe que mostra um grupo pequeno de pessoas naquilo que parece ser um parque de estacionamento. Depois, ouvem-se tiros e um homem a cair no chão.

O homem que foi alvejado e morto tinha um boné com as insígnias dos Patriot Prayer, um grupo de extrema-direita baseado na região de Portland, que já se tinha envolvido em confrontos no passado. A polícia de Portland diz que encontrou a vítima, mas ainda não fez nenhuma declaração sobre um eventual atirador.

“A violência é completamente inaceitável e estamos todos a trabalhar estamos com diligência para encontrar e apreender o indivíduo ou indivíduos responsáveis”, afirmou Chuck Lovell, chefe da polícia.

Donald Trump já reagiu aos confrontos no Twitter, neste domingo, para sublinhar que a Guarda Nacional devia atuar em Portland. “A Guarda Nacional está pronta, com vontade e capaz. A única coisa que o governador tem de fazer é telefonar”, escreveu.

Aliás, Trump elogiou os apoiantes que se dirigiram para Portland. “Grandes patriotas!”, escreveu no Twitter.

O presidente dos EUA republicou ainda um vídeo em que os seus apoiantes lançam gás sobre os manifestantes antirracistas. Na descrição, culpa o mayor de Portland, o democrata Ted Wheeler, pela violência, acusando-o de ser “incompetente” e “idiota”. “A população de Portland não vai aceitar a falta de segurança durante mais tempo.”

Antes, de acordo com a CNN, a polícia já tinha informado no Twitter que tinha havido violência “entre manifestantes e contramanifestantes” e que houve algumas detenções.

O incidente teve lugar na 94ª noite consecutiva de protestos desde que, em maio, George Floyd foi morto pela polícia durante uma detenção nesta cidade do estado do Oregon. As manifestações intensificaram-se depois de Jacob Blake, outro afroamericano, ter sido morto pela polícia no Wisconsin.

Revelado nome do agente que alvejou Jacob Blake. Rusten Sheskey, neto de um polícia, chegou ao departamento há 7 anos