No último dia de 2020, um basco de 38 anos invadiu com uma retroescavadora a fábrica que a Mercedes possui no norte de Espanha, em Vitoria-Gasteiz, e deixou atrás de si um rasto de destruição, atingindo mais de 50 veículos que aí se encontravam estacionados, entre unidades da Classe V e do Vito.

A Mercedes não se pronuncia sobre o incidente e há diversas informações contraditórias, nomeadamente acerca do número de veículos que foram alvo da fúria deste homem (há quem mencione 70 viaturas atingidas), bem como acerca da extensão dos danos, que primeiramente foram estimados em 2 milhões de euros, mas já há publicações a apontar para um prejuízo acima de 5 milhões.

Seja como for, o móbil parece claro: o atacante trabalhou na fábrica da Mercedes em 2016/17, segundo o El Correo, e terá saído de lá guardando rancor durante todo este tempo por alguma questão laboral mal resolvida. Agora tinha acabado de ser despedido de uma outra empresa em Gojain (Legutiano), ligada ao ramo da construção, e terá sido aí que arranjou a “arma do crime”, uma bulldozer da Caterpillar.

À saída do polígono industrial, o homem de Miranda de Ebro começou logo a fazer estragos (vídeo do roubo da escavadora) e assim continuou por mais de 20 km, até chegar à fábrica da Mercedes, tendo as autoridades informado que essa deslocação ficou marcada por diversos danos na via pública e na sinalização.

Uma vez chegado ao destino da sua fúria, o atacante deu início ao “massacre”. De acordo com o Periodismo del Motor, o homem acedeu ao estacionamento derrubando muro e vedação. A partir daí, foi o caos. A escavadora passou a vassoura e o indivíduo começou a varrer todas as carrinhas que encontrava pela frente. Várias acabaram umas em cima das outras, num amontado de destruição, enquanto outras ficaram severamente amolgadas. O ataque só foi interrompido quando um dos elementos da equipa de segurança disparou um tiro de aviso.

Entretanto, as autoridades chegaram ao local e prenderam o homem, impedindo de chegar à linha de montagem. Seria esse o seu objectivo, para destruí-la, o que obrigaria a Mercedes a suspender a produção até que a linha voltasse a estar operacional.

O homem foi detido e enfrentará as acusações de destruição de propriedade pública e privada. À excepção dos veículos, não houve vítimas.