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Quando Luís Valente, engenheiro eletrotécnico de 30 anos, ingressou no projeto da iLoF, já estavam quatro anos de caminho feito. Quatro anos de pesquisa e trabalho, que resultaram em “tecnologia pura”, explica ao Observador, mas sem ter aplicação no mundo real. “Havia a parte de laboratório, alguns resultados de deteção de nanoestruturas, principalmente na área dos microplásticos, mas não havia uma ideia de negócio para a iLoF (ou laboratório inteligente na fibra)”, conta.

A experiência profissional fê-lo passar por diversos desafios antes de ter a ideia para a startup portuguesa que o Financial Times selecionou como um dos sete negócios mais transformadores para a área da saúde em 2020 e que a base de dados CB Insights destacou como uma das 150 empresas mais promissoras da saúde digital.

Aos 18 anos, durante a licenciatura que tirou na Faculdade de Engenharia, da Universidade do Porto, começou pelo suporte técnico na área da tecnologia. Passou depois pela área das matérias primas brutas, cadeias de abastecimento e transitou de seguida para um papel mais comercial, construindo relações internacionais importantes, que seriam decisivas na experiência profissional. Foi nesse intermédio que surgiu a oportunidade de colaborar com o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC-TEC).

“Foi a primeira vez que tive contacto com tecnologia da área da saúde, uma coisa com a qual não tinha experiência. Tive contacto com tecnologia portuguesa desenvolvida por doutorados, em áreas tão diversas como a saúde cardiovascular, ferramentas para ajudar no tratamento do Parkinson, e uma das tecnologias com a qual também contactei –- e que estava a ajudar a levar para o mercado –- era a iLoF”, lembra.

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