Depois de ter perdido a batalha judicial com o The Sun, em novembro do ano passado, Johnny Depp tenta agora recorrer da decisão, alegando não ter tido um “julgamento justo”. Esta quinta-feira, o advogado do ator apresentou “novas evidências”, segundo referiu a Sky News, de que Amber Heard, a ex-mulher de Depp, não terá doado os 7 milhões de dólares do acordo do divórcio à caridade, tal como havia comunicado em 2016.

A atriz de 34 anos, convocada para o julgamento que opôs o ex-marido ao grupo editorial News Group Newspapers, na qualidade de testemunha desta segunda parte, afirmou que dividiria o montante entre o Children’s Hospital de Los Angeles e a American Civil Liberties Union. Agora, Andrew Caldecott, representante do ator, afirmou que o mesmo hospital escreveu ao gestor de Depp afirmando que “nenhuma doação” foi feita.

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As cifras ouvidas em tribunal ficaram bastante aquém da quantia envolvida no acordo — 100 mil dólares (quase 84 mil euros) terão sido doados ao hospital, enquanto 450 mil (cerca de 377 mil euros) terão chegado à outra organização, embora Heard alegue ter feito uma outra doação anónima no valor de meio milhão de dólares.

Para os advogados de Depp, comprovar a alegada falsidade da doação é fulcral depois de terem ouvido o juiz afirmar, em novembro, que “dificilmente a doação de 7 milhões de dólares para a caridade seria um ato de uma oportunista”. Para a equipa jurídica do ator de 57 anos, trata-se, no entanto, de uma “mentira calculada e manipuladora, veiculada desde o início para obter uma forte impressão favorável”.

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Nas palavras de Caldecott, a doação integral do montante do acordo passou a “mensagem subliminar” de que não queria ficar com “um tostão” do dinheiro do ex-marido, indício de “repulsa pela forma como a havia tratado fisicamente”. O representante da News Group Newspapers, por sua vez, afirmou que Depp quer pintar uma imagem de interesseira de Amber Heard e rejeitou ainda que as evidências apresentadas sejam novas.

O julgamento que opôs Johnny Depp e o The Sun foi um dos mais mediáticos dos últimos anos no Reino Unido. Na origem da acusação de difamação feita pelo ator está um artigo publicado em abril de 2018, no qual era descrito como um “espancador de mulheres”. Seguiram-se múltiplas trocas de acusações entre Depp e Heard (no sentido de agressões físicas mútuas). No final, o tribunal não deu razão ao queixoso.