O novo Artura é um dos carros mais entusiasmantes da McLaren. Não só usufrui de potência mais que suficiente, como o faz à custa de uma mecânica que concilia um motor de combustão a gasolina com outro eléctrico, alimentado por uma bateria com capacidade suficiente para fazer deslocar o superdesportivo durante 30 km, distância determinada segundo o método europeu WLTP. Mas mais do que a potência e o binário, de acordo com o vídeo, o Artura é também terrivelmente divertido de conduzir.

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Numa carroçaria que recupera todos os traços que caracterizam os modelos do construtor inglês McLaren, o Artura aloja o único motor V6 biturbo com apenas 3.0 litros da marca, que até aqui nunca abriu mão da unidade 4.0 V8 biturbo. Mas se o 3.0 V6 debita 585 cv, podendo atingir 8500 rpm, este motor de combustão está associado a outro eléctrico que, embora pese apenas 15,4 kg, fornece 95 cv, o que eleva a potência total para 680 cv e o torque para 720 Nm.

O facto de a McLaren montar um motor eléctrico de potência tão reduzida deve-se, sobretudo, à vontade expressa do construtor britânico em não beliscar os modelos tidos como mais desportivos, que atingem 720 cv nas versões de estrada ou 800 cv em modelos para pista, como o Senna.

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Para mostrar do que o Artura é capaz, a McLaren levou-o ao circuito britânico de Brands Hatch, para mais numa pista ligeiramente molhada. Ao volante sentou o seu principal piloto, o australiano Daniel Ricciardo, o ás da Fórmula 1 que é reconhecido por ser tão rápido quanto simpático. Com quase setecentos cavalos sob o pé direito, Ricciardo mostrou não só como é possível descrever as curvas do traçado em derrapagens controladas, como o Artura não perde nada para os seus “irmãos” com motor de combustão.

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