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Diriyah não começou da melhor forma mas teve a seguir um pódio. Roma não começou da melhor forma mas teve a seguir uma sétima posição. Apesar de sentir o carro melhor, apesar de sentir cada vez maior confiança na evolução, Valência acabou por ser mais uma deceção do que uma confirmação dessa retoma, com a rábula em torno do consumo de energia na corrida a transformar uma vitória num sétimo lugar e um sétimo lugar numa desclassificação antes de uma 22.ª posição na segunda prova em Espanha que deixou António Félix da Costa no 14.º posto do Mundial com apenas 24 pontos, longe dos Mercedes de Nyck de Vries (57) e Stoffel Vandoorne (48).

“A magia de correr no Mónaco é única, todo o ambiente à volta do fim de semana é diferente de qualquer outro lugar. Apesar de termos perdido pontos importantes na corrida de Valência, a verdade é que temos muito campeonato pela frente. Além disso sabemos que temos um bom carro, portanto o objetivo no Mónaco é claro: qualificar bem pois se o fizermos facilita muito o trabalho na corrida. Estamos motivados e com vontade de vingar as últimas corridas!”, comentou antes do início das sessões de treino, onde o piloto da DS Techeetat andou sempre com tempos muitos próximos dos dois Jaguares de Mitch Evans e Sam Bird, os mais rápidos do dia.

Este sábado, o português confirmou essas boas indicações e, depois de Robin Frijns ter garantido o ponto pelo melhor tempo no group stage, garantiu a pole position para o Mónaco ePrix na Super Pole (1.31,317), com menos 0.012 do que Frijns e menos 0.051 do que Mitch Evans, seguido de Jean-Éric Vergne, Max Günther e Oliver Rowland. Três pontos garantidos, que valiam desde logo uma subida ao 12.º lugar do Mundial, e a perspetiva de uma corrida muito interessante entre DS Techeetat, Jaguar e Audi com espaço para outras surpresas.

Depois de uma saída “limpa” na frente com Félix da Costa a manter a liderança e Alexander Sims a não passar da primeira volta numa das curvas mais conhecidas do traçado do Mónaco, o português chegou a ser ultrapassado por Frijns sem dar grande luta no ataque, chegou a baixar à quarta posição mas regressou ao primeiro lugar com attack mode, com uma grande ultrapassagem a Mitch Evans num momento de grande confusão que teve também como protagonista Jean-Éric Vergne antes de Frijns voltar de novo a liderar a corrida a meio da prova.

A discussão com o holandês esteve sempre muito viva, com sucessivas trocas na liderança entre as situações de attack mode e as fases com maior poupança de energia, antes de Mitch Evans conseguir pela primeira vez passar para a frente numa fase em que o carro de Rast ficou parado a pouco menos de 15 minutos do final obrigando à entrada do safety car na pista. O neozelandês tentava a todo o custo defender a liderança enquanto falava com a equipa pelos problemas na gestão de energia, Félix da Costa tentava de todas as formas a ultrapassagem e conseguiu no derradeiro momento, na curva após o túnel, garantindo a primeira vitória da época.

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