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*Em atualização.

Os 15 membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas deverão discutir o caso do avião desviado pela Bielorrússia na reunião do conselho desta quarta-feira. A informação foi avançada por fontes ligadas à diplomacia da ONU, como avançou a Reuters e, no Twitter, a jornalista Amanda Price, que referem que a Estónia, a Irlanda e a França vão pedir para o assunto ser debatido por esta entidade. A NATO pediu a libertação do jornalista detido.

Em cima da mesa está o caso do jornalista e ativista bielorrusso Roman Protasevich, que foi detido em Minsk depois de o avião da Ryanair em que seguia ter sido desviado por ordem do Presidente Alexander Lukashenko.

“É possível que Roman Protasevich tenha sido espancado e torturado”, diz pai do jornalista preso por Lukashenko

Os líderes europeus, numa reunião de emergência do Conselho Europeu, anunciaram na segunda-feira que vão agravar as sanções ao regime bielorrusso e proibir aviões da Bielorrússia de voarem em espaço aéreo europeu. Várias companhias aéreas europeias além da Ryanair, entre elas alemã Lufthansa ou a francesa Air France, anunciaram que vão suspender os voos para Minsk.

Ryanair suspende rotas que sobrevoam espaço aéreo bielorrusso

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Os Estados Unidos juntaram-se à União Europeia na condenação da detenção de Roman Protasevich e nos meios utilizados pelo regime para o fazer, e o Presidente norte-americano, Joe Biden, além de exigir a libertação imediata do jornalista, disse estar a avaliar medidas para responder a Minsk.

NATO pede libertação de jornalista e clarificação de “sequestro estatal” de avião

A NATO pediu à Bielorrússia para libertar o jornalista dissidente Roman Protasevich, detido domingo em Minsk depois de o avião em que viajava ter sido obrigado a aterrar na capital bielorrussa.

Segundo o secretário-geral da Organização do Tratando do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, a instituição também exigiu uma “investigação internacional urgente” ao que considerou ser um “sequestro estatal” do aparelho da companhia aérea Ryanair que fazia a ligação entre Atenas e Vílnius.

“A aterragem forçada de um avião comercial foi perigosa e inaceitável”, sublinhou Stoltenberg, que falava aos jornalistas antes de o Conselho do Atlântico Norte, o órgão máximo de tomada de decisões da Aliança, se reunir para abordar o assunto.

Stoltenberg, que surgiu perante a imprensa acompanhado pela primeira-ministra da Estónia, Kaja Kallas, considerou que o desvio do avião comercial constituiu um “sequestro estatal” realizado pelas autoridades bielorrussas.

“[Tal demonstra] como o regime de Minsk ataca os direitos democráticos mais básicos” e mina a liberdade de expressão e a dos órgãos de comunicação social independentes, sublinhou o secretário-geral da Aliança Atlântica.

Os 30 aliados decidiram acrescentar a questão do desvio do avião comercial na agenda da sessão ordinária desta terça-feira.

Stoltenberg também exortou o regime de Alexander Lukashenko a libertar “imediatamente” Protasevich e a sua namorada, Sofia Sapega, uma estudante russa da Universidade Humanitária Europeia em Vílnius, que foi também presa.