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O mundo numa deriva perigosa que ameaça as democracias liberais. Numa longa intervenção que marcou o arranque do segundo dia de trabalhos do III Congresso do Movimento Europa e Liberdade (MEL), Paulo Portas terminou com um aviso: “A democracia está transformada numa gritaria, onde não não há um longo prazo nem passado, é tudo uma emoção, uma indignação, a última antes da próxima. Não sei onde nos levará mas certamente não a uma democracia representativa como a que conhecemos.”

Com Pedro Passos Coelho na plateia, com quem Paulo Portas ficou largos minutos à conversa numa sala reservada para o efeito e longe dos olhares indiscretos dos jornalistas, o antigo vice-primeiro-ministro repetiu uma ideia que tem vindo a deixar nas suas últimas intervenções: os decisores políticos, os governos, estão cada vez mais dependentes das redes sociais. “Temos cada vez mais o triunfo da democracia digital.”

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