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Moedas com Cristas a apelar à "maioria silenciosa": "Um voto noutro partido não vai retirar poder a Medina"

Este artigo tem mais de 1 ano

A ex-líder do CDS juntou-se a Moedas e os dois insistiram na ideia de que votar noutros partidos é hipotecar a hipótese de derrotar Medina. Com sondagens negativas, prioridade é convencer indecisos.

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José Fernandes

José Fernandes

Carlos Moedas contou esta quinta-feira com um apoio de peso nesta reta final de campanha. Assunção Cristas juntou-se à comitiva do social-democrata e os dois fizeram um curto passeio junto à Doca de Pedrouços, em Lisboa. No final, a mensagem não podia estar mais alinhada: só um voto em Carlos Moedas pode acabar com o ciclo de Fernando Medina.

“Lisboa precisa de uma mudança grande. Temos 14 anos de Governo socialista, com muitas coisas por fazer”, começou por dizer Assunção Cristas aos jornalistas. “Se há coisa em que eu acredito é nas capacidades de Carlos Moedas de fazer, de romper com este estado de coisas que é muita proclamação e muito pouca ação.”

A presença de Cristas tem outro significado político adicional: a ex-ministra acabou por manifestar a sua indisponibilidade para reeditar uma candidatura à autarquia em rota de colisão com atual direção do CDS. Em fevereiro, no Facebook, a democrata-cristã não deixou grande espaço para segundas interpretações.

“Três razões essenciais pesaram na minha reflexão: a discordância da estratégia do CDS na negociação de uma coligação alargada com o PSD; o discurso contraditório da direção do CDS, que me considera simultaneamente responsável pela degradação do partido no último ano e uma boa candidata a Lisboa, somado ao parco interesse em falar comigo, num tempo e numa forma que fica aquém do que a cortesia institucional estima como apropriado; os desafios profissionais que tenho pela frente”, podia ler-se.

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[Pode ouvir aqui a reportagem da Rádio Observador na campanha de Carlos Moedas:]

Moedas desvaloriza sondagem: “Há muitos indecisos”

Esta quinta-feira, feito o endorsement, a antiga líder do CDS e responsável pelo melhor resultado da história do partido nas autárquicas de há quatro anos em Lisboa insistiu no apelo ao voto útil em Moedas, lembrando que nas autarquias, e ao contrário do que acontece na Assembleia da República, governa quem fica em primeiro. Subtexto: não vale a pena votar nos partidos à direita da candidatura de Moedas porque não há geringonças possíveis.

“É o único que pode mudar Lisboa. Aqui quem fica em primeiro lugar torna-se de facto presidente da câmara de Lisboa. É muito importante que as pessoas percebam isso. É o único que tem condições para ficar em primeiro lugar”, sublinhou Cristas.

JOSÉ FERNANDES/OBSERVADOR

Na ressaca da sondagem publicada na quarta-feira, que dá Moedas ainda a uma vantagem considerável de Fernando Medina, o antigo comissário europeu voltou a tentar concentrar os seus esforços em convencer os “indecisos”, “uma maioria silenciosa” que não está refletida nas sondagens.

“Só há uma pessoa que tem condições para retirar o poder a Fernando Medina. Um voto noutro partido não vai mudar. As pessoas estão a perder um voto“, repetiu Moedas.

Depois do apoio de Cristas, Moedas contará com a presença de Paulo Rangel no grande comício de final de tarde. Com Rui Rio nos Açores e sem bilhete de regresso a Lisboa, Moedas conta assim com o apoio de peso na reta final da campanha, uma presença confirmada há instantes pela candidatura de Moedas.

Recorde-se que Paulo Rangel esteve na noite de quarta-feira, em Odivelas, para apoiar o candidato Marco Pina.  Ao lado de Pinto Luz, Paulo Rangel deu mais um sinal de que vai estar na luta pela liderança do PSD e saiu com o rótulo de “vencedor de eleições”, como contava aqui o Observador.

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