Não será solução para as centenas de mortes de civis que foram conhecidas nos últimos dias, mas a União Europeia e Estados Unidos estão a ponderar aumentar as sanções aplicadas à Rússia em resposta ao massacre.

Nem a União Europeia — onde os países se dividem por exemplo em relação ao embargo sobre o gás russo — esclarecem, para já, em que áreas podem aumentar as sanções aplicadas, ou quando é que tal poderá acontecer.

Após atrocidades em Bucha, UE divide-se sobre embargo ao gás russo

Joe Biden deu a conhecer essa intenção numa curta declaração aos jornalistas onde garantiu também que os Estados Unidos irão continuar “a dar à Ucrânia as armas que precisa para continuar a lutar e reunir toda a informação necessária para o julgamento sobre crimes de guerra.”

O Presidente norte-americano recuperou ainda as críticas que recebeu há umas semanas quando chamou a Vladimir Putin “criminoso de guerra”: “Lembram-se que fui criticado por chamar a Putin criminoso de guerra. Bem, a verdade é que toda a gente viu o que aconteceu em Bucha. É um criminoso de guerra”.

“Vamos continuar a somar sanções”, asseverou Joe Biden.

Já o presidente do Eurogrupo, Paschal Donohoe, deixou claro esta segunda-feira que os ministros das Finanças da zona euro apoiam o reforço das sanções financeiras da União Europeia à Rússia na sequência das “imagens horríveis dos ataques” russos em Bucha.

“A reunião de hoje [segunda-feira] ficou marcada pelas imagens horríveis dos ataques cometidos pelo exército russo contra civis na Ucrânia. Estamos todos chocados e estamos prontos a intensificar as sanções e o apoio ao povo da Ucrânia”, declarou Paschal Donohoe, falando em conferência após uma reunião do Eurogrupo, no Luxemburgo.