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“Os terroristas russos estiveram a guardar um dos maiores ataques massivos de mísseis desde o início da invasão para os últimos dias do ano.” Foi desta forma que o Ministério da Defesa da Ucrânia reagiu ao ataque que esta quinta-feira voltou a fazer soar as sirenes de ataque aéreo no país.

Primeiro, o conselheiro de Zelensky, Mykhailo Podolyak, deixou avisos sobre “100 mísseis” a caminho da Ucrânia, número que mais tarde foi elevado para 120. Estes mísseis foram disparados a partir do Mar Negro, de acordo com as forças ucranianas.

Durante a manhã, foram registados mísseis a sobrevoar algumas das principais cidades ucranianas, incluindo a capital do país. Os autarcas locais recorreram ao Telegram para relatar explosões ouvidas em Kharkiv, Kiev, Lviv, Sumy, Zhytomyr ou ainda em Odessa. A população foi aconselhada a dirigir-se o mais depressa possível para abrigos e rapidamente chegaram os avisos sobre falhas de energia. Em Lviv, por exemplo, 90% da cidade ficou sem energia.

As explosões, descritas por ucranianos no Twitter como a sensação de um “terramoto”, aconteceram também devido aos sistemas de defesa terem conseguido abater alguns dos mísseis. Em Kiev, por exemplo, foram abatidos pelo menos 16 mísseis, de acordo com números da Força Aérea ucraniana avançados pelo autarca Vitali Klitschko. Em Odessa, o número foi mais elevado, com 21 mísseis abatidos.

Ainda assim, os destroços destes mísseis fizeram estragos em algumas cidades, nomeadamente na capital, onde foram registados três feridos, incluindo uma adolescente de 14 anos, e danos em casas e num automóvel. Em Odessa, os destroços tiveram consequências na infraestrutura de energia, levando a falhas de energia na região.

Ministério bielorruso diz que míssil que caiu no território partiu da Ucrânia e foi abatido por sistema de defesa