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Ao 506.º dia de guerra na Ucrânia, os serviços secretos do país que foi invadido pela Rússia há mais de um ano garantiram que, neste momento, não há uma ameaça de invasão credível vinda a partir do território da Bielorrússia.

A informação foi confirmada pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, após um encontro com o chefe dos serviços de informação do país, Kyrylo Budanov. “Tendo em conta a informação que temos e as medidas tomadas, não há nenhuma ameaça de uma invasão da Bielorrússia”, confirmou o chefe de Estado ucraniano numa mensagem partilhada esta sexta-feira na plataforma Telegram.

O que aconteceu durante o fim da tarde e a noite?

  • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reconheceu que a contraofensiva a leste e sul da Ucrânia não está a correr como esperado, porque a Rússia está “a investir tudo o que tem” para a travar.
  • O chefe de gabinete Presidencial, Andriy Yermak garantiu também que, se a Ucrânia vir que “algo está a falhar” na operação, irá “admiti-lo”. Yermak disse também que “não é alta” a probabilidade de que a Rússia venha a usar armas nucleares.
  • O Chefe de Estado Maior das forças armadas ucranianas deu uma entrevista ao Washington Post, na qual defendeu o direito do exército ucraniano de atacar o território russo, sublinhando que cabe ao exército ucraniano “decidir como matar este inimigo”.
  • O exército bielorrusso divulgou um mapa, acordado com os mercenários do grupo Wagner, que estipula os próximos passos da cooperação entre Minsk e a organização.
  • A África do Sul vai acolher a próxima cimeira dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a qual contará com a participação do governo russo. Mas o país não quer que Vladimir Putin participe pessoalmente na reunião, porque não quer executar o mandado de detenção do Tribunal Penal Internacional.
  • O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reagiu às recentes declarações do Presidente turco a mostrar confiança num novo acordo para a exportação de cereais. Segundo o Kremlin, não há ainda nenhuma confirmação de que se tenha atingido um novo entendimento.
  • Um tribunal de Kiev resolveu decretar prisão preventiva para o líder da Igreja Ortodoxa Metropolitana da Ucrânia (que até aqui se encontrava em prisão domiciliária).
  • Os ministros das Finanças da União Europeia (UE) chegaram a acordo para aumentar o fundo de apoio à Ucrânia, anunciou esta sexta-feira a ministra espanhola, Nadia Calvino.
  • A Câmara Municipal de Kiev proibiu o uso público de livros, músicas, apresentações, espetáculos, livros de arte, obras audiovisuais e outras manifestações culturais em língua russa na capital ucraniana.

O que aconteceu durante a manhã e as primeiras horas da tarde?

  • O Ministério da Defesa da Bielorrússia anunciou que há soldados da milícia privada Wagner no país, a dar treino às forças de defesa territorial locais.
  • Os EUA prometeram avisar a Rússia quando as bombas de fragmentação, que já estão em território ucraniano, forem utilizadas.
  • Um tribunal ucraniano condenou um cidadão do país a dez anos de prisão por colaborar com a Rússia. Em causa estava a participação num plano para destruir infraestrutura do país para dificultar a chegada de armamento vindo do Ocidente.
  • O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, acusou o Ocidente de querer prolongar a guerra na Ucrânia. Por isso, a Hungria está a “preparar-se” para um conflito prolongado.
  • A Rússia diz que os seus sistemas de defesa antiaérea “identificam e destruíram três drones” perto de Voronej. Já a Ucrânia garante ter abatido 23 drones lançados pelos russos durante a noite.
  • Uma explosão de um carro fez três feridos na cidade russa de Belgorod. As vítimas foram transportadas para hospitais da região “com ferimentos nas pernas causados por estilhaços”.
  • França condecorou postumamente com a Legião de Honra, a mais alta distinção do Estado francês, Arman Soldin, jornalista da AFP que morreu na Ucrânia em maio depois da explosão de um rocket.