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O apoio dado a Israel após o ataque lançado pelo grupo islamita Hamas no dia 7 de outubro não impedirá a ajuda prestada à Ucrânia, garantiu esta terça-feira o chanceler alemão, Olaf Scholz.
Apoiamos a Ucrânia económica e financeiramente, com ajuda humanitária, mas também com armas. Este apoio não será, de forma alguma, afetado pelo facto de, desde as horríveis horas da manhã de 7 de outubro, estarmos voltados para Israel e para o Médio Oriente com a maior compaixão e preocupação”, afirmou esta terça-feira o chanceler alemão durante um fórum económico germano-ucraniano em Berlim. “Israel e a Ucrânia beneficiam da nossa solidariedade inabalável”, disse Olaf Scholz, que foi o primeiro chefe de Governo a visitar Israel após o ataque do Hamas.
O Presidente russo, Vladimir Putin, “invadiu a Ucrânia porque, na sua cegueira imperialista, esperava uma vitória fácil e rápida. Estava errado. E está errado novamente se pensa que pode resistir mais tempo do que nós”, sublinhou Scholz.
A Alemanha é o segundo maior fornecedor de ajuda financeira e militar à Ucrânia, a seguir aos Estados Unidos, tendo o chanceler alemão recordado esta terça-feira que o montante total desta assistência a Kiev já atingiu os 24 mil milhões de euros desde o início da ofensiva russa, em fevereiro de 2022.
A nossa promessa continua a ser válida”, assegurou Scholz na presença do primeiro-ministro ucraniano, Denys Chmygal, que participou no fórum. “Juntamente com os nossos parceiros da União Europeia, o G7 [grupo dos sete países mais industrializados do mundo] e de muitos outros países, garantimos a nossa determinação e a nossa capacidade de nos mantermos firmes” ao lado da Ucrânia, sublinhou.