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As sanções da União Europeia, que impedem a importação de matérias-primas da Rússia depois da invasão da Ucrânia, visam sobretudo petróleo, carvão, aço e madeira. De fora ficam 34 minerais que a Europa considera “críticos”, por isso continua a comprá-los a empresas de oligarcas russos, denuncia o consórcio internacional de jornalistas Investigate Europe.

Desde março de 2022 até julho desde ano, os países europeus importaram mais de 13,7 mil milhões de euros em matérias-primas vindas da Rússia, segundo os dados do Eurostat e do Centro Comum de Investigação da UE (JRC) citados na investigação.

Este minerais, como o níquel ou o titânio, são usados na eletrónica, painéis solares e carros elétricos, tornando-se indispensáveis a uma Europa que quer atingir a neutralidade carbónica em 2050. Mas também são usados na aeronáutica, sendo a Airbus um dos maiores compradores europeus da empresa russa Vsmpo-Avisma.

No caso das empresas Vsmpo-Avisma e Rusal, por exemplo, a União Europeia aplicou sanções aos donos das empresas, mas não ao negócio em si, permitindo que continuem a chegar à economia russa milhares de milhões de euros europeus.

Os pacotes de sanções à Rússia visam sempre os interesses dos vários Estados e têm de ser aprovados por unanimidade. Tymofiy Mylovanov, antigo ministro do Comércio e do Desenvolvimento Económico da Ucrânia, considera difícil implementar uma proibição da importação dessas matérias-primas. Tendo em conta a dificuldade em encontrar alternativas com a mesma qualidade e baixo preço, a Europa teria mais a perder com essa proibição do que a Rússia, acrescenta o presidente da Escola de Economia de Kiev.