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O triunfo sobre a adversidade económica

A história recente de Angola, marcada pela sua resiliência e capacidade de superar adversidades económicas, é exemplificada pela recuperação do país após uma prolongada recessão entre 2016 e 2020. Com uma economia fortalecida, Angola prevê um crescimento robusto de 3,8% em 2023 e 3,0% em 2024, refletindo a tenacidade e visão económica estratégica do país. Esta nação aspira a recuperar o seu estatuto como a terceira maior economia da sub-região africana, superada apenas pela Nigéria e África do Sul, graças a políticas governamentais focadas em crescimento sustentável e diversificação económica. Entre 2023 e 2027, espera-se um crescimento económico médio de 3,6%, impulsionado inicialmente pelo setor petrolífero, mas também evidenciando esforços para uma economia mais diversificada. A recuperação angolana é notável, especialmente após um crescimento superior a 3% em 2022, ajudado por preços de petróleo mais elevados e uma atividade económica não petrolífera resiliente, com o FMI estimando um crescimento do PIB de 3,5% em 2023. Este desempenho demonstra a eficácia das reformas económicas do país e a sua adaptabilidade às mudanças globais.

Diversificação económica: uma visão para o futuro

Angola está a adotar uma visão ambiciosa para o futuro, enfatizando a diversificação económica para além da sua dependência tradicional da indústria petrolífera, visando criar uma economia mais resiliente e sustentável. Com o apoio do Banco Mundial, o país está a investir 300 milhões de dólares num projeto que beneficiará cerca de 12.000 empresas, transitando de um modelo económico dependente de petróleo e do Estado para um mais inclusivo e resiliente às alterações climáticas, liderado pelo setor privado. O corredor do Lobito, com 1.344 quilómetros e passando por quatro províncias agrícolas, é um ponto-chave para fomentar o investimento privado em cadeias de valor não petrolíferas e desenvolver serviços de logística, melhorando a segurança alimentar e nutricional. A ONU destaca o potencial das indústrias criativas emergentes de Angola, especialmente em publicidade, arquitetura e programação informática, para a diversificação económica. O Ministro da Cultura e Turismo, Filipe Silva de Pina Zau, enfatiza a promoção dessas indústrias para gerar oportunidades e fortalecer relações comerciais internacionais. Angola, tradicionalmente com fortes laços comerciais com a China, a União Europeia e os Estados Unidos, espera expandir estes laços através do crescimento da economia criativa, reforçando o seu papel no comércio global. A sinergia entre a intervenção estatal, a participação do setor privado e da sociedade civil é considerada essencial para desbloquear o potencial económico do país.

Um compromisso com o bem-estar e a prosperidade

Angola, na sua jornada rumo ao desenvolvimento sustentável e diversificado, está empenhada no bem-estar e prosperidade dos seus cidadãos, com reformas que visam fortalecer a inclusão social e criar resiliência climática, apoiadas pelo Banco Mundial. O país recebeu um empréstimo significativo do Banco Mundial para apoiar a diversificação económica, fortalecer a inclusão social e a resiliência climática, e para mitigar os impactos sociais dessas reformas. Com cerca de um terço da população vivendo com menos de 2,15 dólares por dia, Angola enfrenta o desafio de reduzir a pobreza. O financiamento de 500 milhões de dólares do Banco Mundial ajuda a mitigar os impactos sociais da remoção gradual dos subsídios aos combustíveis fósseis, financiando programas de saúde, educação e proteção social. O programa Kwenda, apoiado por este financiamento, já proporcionou alívio da pobreza a mais de 600.000 famílias rurais, com planos de expansão para 1,6 milhões de famílias até 2025. No Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023-2027, Angola prioriza o desenvolvimento do capital humano para aumentar a produtividade e melhorar a mobilidade socioeconómica. O Orçamento Geral do Estado de 2023 reflete este compromisso, com aumentos de 25.1% no orçamento para educação e 45.1% para saúde, demonstrando a dedicação do governo em melhorar os serviços de saúde e educação no país.

Conclusão: Angola, um exemplo de esperança

Angola, sob o atual governo, está a demonstrar que mesmo em face de adversidades significativas, a mudança positiva é possível. Com uma gestão económica sólida, uma visão para o futuro e um compromisso com o bem-estar do seu povo, Angola não é apenas uma história de sucesso africana, mas também um exemplo para o mundo. À medida que Angola continua a sua jornada de crescimento e renovação, é uma nação que merece reconhecimento e aplauso por sua resiliência, inovação e espírito indomável.