Leia aqui o liveblog sobre a apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2025
Os portugueses devem subscrever quase seis mil milhões de euros em certificados de aforro no próximo ano, estima o Governo na proposta de Orçamento do Estado para 2025, entregue nesta quinta-feira na Assembleia da República. A confirmar-se esta expectativa, será mais do que o dobro daquilo que deverá ser a subscrição neste ano de 2024.
A estimativa do Governo passa pela emissão de 5.968 milhões de euros neste produto de poupança que esteve no centro de uma “corrida” sobretudo na primeira metade de 2023, antes de o então ministro das Finanças Fernando Medina ter decidido interromper a série que estava em comercialização (E) e lançar uma nova série (F) com condições menos favoráveis.
Essa mudança levou a que no ano de 2024 a emissão tenha sido menor (2.259 milhões), mas o Governo está a prever que a popularidade deste produto irá voltar a aumentar de forma significativa, para mais do dobro, tanto que aumentou recentemente os limites máximos de investimento por cada aforrador.
Aforradores já podem subscrever até 100 mil euros em certificados, o dobro do limite anterior
O Estado português vai gastar em 2025 6.731 milhões de euros com o pagamento com juros da dívida pública, um pequeno aumento em relação aos 6.570,3 milhões de euros de 2024.
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Estes são os custos com o pagamento dos juros periódicos (normalmente anuais) da dívida que já está emitida e, também, com os novos títulos a emitir em 2025 – o grosso deste custo diz respeito às obrigações do Tesouro mas estão aqui incluídos, também, os custos com a remuneração dos certificados de aforro.
O Ministério das Finanças fez um exercício para simular o impacto de uma eventual subida dos juros e, de acordo com os resultados obtidos, um aumento de um ponto percentual nos juros da dívida (stock) “traduzir-se-ia num aumento dos juros da dívida direta do Estado, em 2025, de 277 milhões de euros em contas públicas e de 491 milhões de euros em contas nacionais.