O motorista de Diogo Pacheco de Amorim, deputado do Chega e vice-presidente da Assembleia da República, registou 602 horas extraordinárias de trabalho entre março e dezembro deste ano. O limite estabelecido pelo Parlamento para o trabalho complementar destes profissionais situa-se nas 200 horas por ano. A notícia é avançada pelo Expresso/SIC esta quinta-feira.
Por ser vice-presidente da Assembleia da República, e sempre que está em representação do Parlamento, Diogo Pacheco de Amorim tem ao seu dispor um motorista e uma viatura oficial do Estado. Segundo um parecer da Direção Administrativa e Financeira do Parlamento, além das sete horas diárias de trabalho, o motorista oficial do deputado do Chega registou nos últimos oito meses, em média, cerca de 19 horas de trabalho extra numa semana.
A SIC enviou questões ao gabinete de Diogo Pacheco Amorim sobre a alegada utilização excessiva dos serviços de motorista oficial. Na resposta, justifica-se que “o senhor vice-presidente da Assembleia da República, o deputado Diogo Pacheco de Amorim, vive fora de Lisboa” e que “prescindiu do subsídio de deslocação a que tinha direito”.
“Além das suas funções, como vice-presidente da Assembleia da República, e são várias as que tem de desempenhar durante o fim de semana e feriados, tem também funções de representação em nome do senhor presidente da Assembleia da República, sempre que solicitado várias delas decorrendo, também, ao fim de semana e feriados”, alega ainda o gabinete de Pacheco de Amorim.
Segundo a SIC, perante os números apresentados, o motorista de Diogo Pacheco Amorim tem de ter um parecer favorável do Conselho de Administração do Parlamento para receber pelo serviço prestado. Ainda não se conhece qual a decisão do órgão administrativo do Parlamento.