“Acredito em Deus. E Deus está connosco.” O Presidente russo, Vladimir Putin, respondeu assim à questão sobre se acredita que a Rússia vai ganhar a guerra na Ucrânia no próximo ano. O Chefe de Estado reiterou a ideia de que deseja terminar o conflito que iniciou no país vizinho e até indicou um país que pode ajudar nas negociações: a Eslováquia, um Estado-membro da NATO e da União Europeia.

Numa conferência de imprensa depois de uma reunião do Conselho Económico Supremo da Eurásia, citada pela agência de notícias RIA, Vladimir Putin afirmou que Moscovo se tem esforçado “para acabar com o conflito”. Mas com uma ressalva: “É claro que partimos do facto de que alcançaremos todos os objetivos da operação militar especial”. 

Em relação às negociações de paz, Vladimir Putin lembrou o encontro que manteve no domingo passado com o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico. O Presidente russo adiantou que, durante a reunião, discutiu com o líder do executivo eslovaco a possibilidade de Bratislava poder ajudar nas negociações de paz. A Rússia não se opõe à ajuda eslovaca, assegurou o Chefe de Estado.

Sobre a Ucrânia, o Presidente da Rússia enfatizou que o país não pode lutar e não pode existir sem o apoio europeu. Vladimir Putin voltou a colocar em cima da mesa um novo ataque com recurso a mísseis Oreshnik, ainda que tenha realçado que Moscovo “não tem pressa” para voltar a usar esse armamento.

Numa possível confidência, o líder russo contou, na conferência de imprensa, que o ainda Preisente norte-americano, Joe Biden, lhe propôs, em 2021, “adiar a entrada da Ucrânia na NATO”. “Ele propôs exatamente isso — atrasar a admissão da Ucrânia na NATO por dez a quinze anos, porque [o país] ainda não estava pronto. Respondi que ‘sim, não está pronta'”.