Um cidadão suíço de 64 anos terá morrido numa prisão iraniana na província de Semnan ao tirar a própria vida. Esta informação, noticiada pela Reuters, foi inicialmente avançada pela agência noticiosa judicial iraniana Mizan, citando o presidente do Supremo Tribunal de Semnan.
A detenção do cidadão em causa tinha sido informada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da Suíça a 10 de dezembro. O homem, que se encontrava no Irão como turista, não vivia na Suíça há mais de 20 anos, residindo num país da África Austral.
O cidadão suíço foi preso sob acusações de espionagem. De acordo com a Nournews, um órgão de comunicação iraniano ligado a instituições de segurança estatal de Teerão, foi detido “enquanto recolhia informações e recolhia amostras de solo no deserto central” do país, tendo a prisão coincidido com uma série de ataques aéreos israelitas contra alvos militares iranianos a 26 de outubro.
O mesmo órgão acuso o homem suíço de ser um espião, escrevendo que este se suicidou “utilizando a sua formação adquirida ao serviço da espionagem”.
Como resposta, o governo suíço quer o repatriamento do corpo do seu cidadão nacional, assim como esclarecimentos quanto ao que se passou. “A Suíça exige que as autoridades iranianas forneçam informações detalhadas sobre as razões da sua prisão e uma investigação completa sobre as circunstâncias da sua morte”, declarou o ministério dos Negócios Estrangeiros suíço em comunicado.
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Antes da morte deste homem, a embaixada suíça em Teerão já tinha tentado obter mais informações sobre o caso e tentado falar com ele, sem sucesso, tendo o pedido sido negado devido à investigação iraniana em curso.
Irão liberta jornalista italiana presa em dezembro. Cecelia Sala já está de regresso a casa
A detenção de cidadãos ocidentais a pretexto de supostos atos de espionagem tem sido cada vez mais recorrente por parte das autoridades iranianas. O caso mais recente de algum mediatismo foi o de Cecilia Sala, jornalista italiana detida em Teerão desde dezembro e repatriada ao fim de várias semanas de intenso trabalho diplomático.
Vários grupos de defesa dos direitos humanos têm acusado o Irão de tentar obter concessões de outros países através dessas detenções, sendo que Teerão nega oficialmente esta acusação.