As pessoas que tenham obtido benefícios fiscais de forma fraudulenta e que devam mais de mil libras ao Estado do Reino Unido podem ficar sem carta de condução durante dois anos. Segundo a BBC, a proposta está nos planos do governo britânico para travar as fraudes deste género.
A secretária de Estado do Trabalho e Pensões, Liz Kendall, defende, citada pelo Telegraph, que esta medida significaria uma consequência mais gravosas para pessoas que cometem fraudes e que “enganam e burlam o sistema”.
Além disso, o plano do governo inclui também a criação de novos instrumentos que obriguem os bancos a fornecer informações dos cidadãos — uma opção que pode não agradar às entidades, nomeadamente devido a direitos de privacidade — para permitir direcionar investigações. Nos casos mais graves, as pessoas que cometam este tipo de fraudes, caso sejam reincidentes, já podem ser detidos.
O projeto de lei em causa daria também mais poderes às autoridades anti-fraude do setor público para investigar casos de fraude que decorreram durante a pandemia, já que nessa época os benefícios sociais aumentaram.
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A secretária de Estado com esta pasta destacou ainda a possibilidade de as novas regras incluírem mecanismos de denúncia e supervisão independente: “As pessoas têm de confiar que o governo está a abrir todas as portas disponíveis para combater as fraudes e eliminar os desperdícios.” Em declarações à BBC, a ministra britânica do Trabalho, Alison McGovern, também sublinhou que “não é aceitável roubar a segurança social”.
“Este é um dinheiro com o qual todos podemos contar, seja para as pensões, seja para impedir que os nossos filhos cresçam na pobreza”, apontou. Frisando que o serviço nacional de saúde britânico “precisa de dinheiro”, conclui que não se pode permitir que recursos da segurança social sejam “perdidos em fraudes”.