O chefe da divisão de antiterrorismo da Metropolitan Police, Matt Jukes, pediu a proibição das redes sociais a menores de 16 anos, semelhante à proibição implementada na Austrália em novembro do ano passado.

Em declarações feitas ao jornal britânico The Times, o responsável comparou o efeito que as redes sociais têm nos menores de 16 anos ao que o tabaco tem no aumento da possibilidade do cancro no pulmão.

Traçando um paralelo com o que aconteceu com o tabaco, Jukes recordou que em 195o eram claros os danos que causava à saúde, “era evidente que estava a provocar cancro do pulmão e a matar pessoas”. Por isso defende que não pode haver o mesmo tipo de “atraso” na regulamentação como houve com o tabaco.

“É necessário, mas não é suficiente. E teremos de pensar em como avançar a um ritmo e de uma forma que ainda não se reflete na nossa abordagem internacional”, acrescentou.

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A ministra da Administração Interna britânica, Yvette Cooper, não exclui essa possibilidade, sublinhando que “nada pode estar fora da mesa”, numa altura em que o Reino Unido discute um novo projeto-lei para regular o uso das redes sociais.

A Austrália, que recentemente aprovou uma restrição das redes sociais a menores de 16 anos, é vista por Jukes como um possível exemplo a ser analisado quando as medidas no país entrarem em vigor.

Austrália aprova projeto de lei que proíbe acesso de crianças às redes sociais

“Penso que podemos olhar para jurisdições como a Austrália e fazer perguntas a nível interno sobre se as medidas que estão a tomar podem ser positivas para nós no Reino Unido, ao mesmo tempo que, obviamente, temos de abordar esta questão a nível internacional”, referiu ainda Jukes.