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Volodymyr Zelensky afirmou que aceita trocar territórios com a Rússia se o Presidente dos EUA, Donald Trump, conseguir levar os dois países a sentar-se à mesa das negociações com o intuito de terminar a guerra que decorre desde fevereiro de 2022.

“Trocaremos um território por outro“, disse Zelensky , numa entrevista publicada pelo The Guardian. O Presidente ucraniano admite abdicar das terras que Kiev detém na região russa de Kursk desde o lançamento de uma ofensiva surpresa há seis meses, mas não especifica, no entanto, que terras ocupadas pela Rússia a Ucrânia proporia em troca.

“Não sei, veremos. Mas todos os nossos territórios são importantes, não há nenhuma prioridade”, garantiu.

Na entrevista, Zelensky diz ainda que discorda das “vozes que dizem que a Europa pode oferecer garantias de segurança sem os americanos”. “As garantias de segurança sem a América não são verdadeiras garantias de segurança“, acrescentou na entrevista ao jornal britânico que deu a partir de Kiev.

Perante a impossibilidade de continuar a guerra sem o apoio norte-americano, Zelensky mostra-se pronto para negociar, mas quer que a Ucrânia o faça a partir de uma “posição de força”, anunciando que vai oferecer às empresas americanas contratos de reconstrução lucrativos e concessões de investimento para tentar obter a adesão de Trump e da restante administração republicana.

“Aqueles que nos estão a ajudar a salvar a Ucrânia terão a oportunidade de a renovar, com as suas empresas e com as empresas ucranianas. Estamos dispostos a falar de tudo isto em pormenor”, revelou ainda.

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Para quando o encontro entre Zelensky e Trump?

Na entrevista ao The Guardian, o Presidente ucraniano diz que “ainda não há uma data” para se encontrar com o próprio Trump, embora a sua equipa esteja a trabalhar para arranjar uma. Trump disse durante o fim de semana que “provavelmente” se encontraria com Zelensky ainda esta semana e é provável que o líder ucraniano acabe a voar para Washington a partir de Munique.

Zelensky vai marcar presença na Conferência de Segurança de Munique no final desta semana, onde já era esperado que se fosse encontrar com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, um dos mais hostis dentro da administração Trump em relação à continuidade do apoio à Ucrânia. O encontro entre os dois líderes foi entretanto confirmado por uma fonte familiarizada com os planos de Vance, avança o Politico.

Vance disse na semana passada que esperava concentrar a sua primeira viagem ao estrangeiro como vice-presidente no encerramento do conflito. Em Munique também vai estar o enviado norte-americano para a Ucrânia e Rússia, Keith Kellogg. Christoph Heusgen, o diplomata alemão que preside à Conferência, diz que este é um “indício” de que o encontro pode ser uma oportunidade para discutir os “contornos” de um plano de paz para a Ucrânia.

Zelensky confirmado na Conferência de Segurança de Munique

“Esperamos que as nossas equipas fixem uma data e um plano de reuniões nos EUA, assim que isso for acordado, estamos prontos, eu estou pronto”,  reiterou Zelensky.