André Ventura revelou que o partido vai avançar com um pedido à Entidade da Transparência e ao Ministério Público para que investiguem a empresa da família de Luís Montenegro caso as respostas dadas durante o debate da moção de censura, na sexta-feira, não sejam suficientes.
“Ou conseguimos ter a noção de quem pagou esta empresa, quem são os clientes e qual o seu verdadeiro titular ou teremos de pedir à Entidade da Transparência e ao Ministério Público que iniciem uma investigação ao caso do património do primeiro-ministro”, referiu o líder do Chega em conferência de imprensa, frisando que o partido avançará “caso as respostas não sejam esclarecedoras” e “mesmo que a moção de censura não passe”.
O presidente do Chega alerta para o facto de os clientes da empresa permanecerem “desconhecidos” e realçou que, “na verdade”, Luís Montenegro “ainda é titular” da mesma. “O primeiro-ministro ainda é o titular desta sociedade pela simples razão de que, como é evidente, não pode haver transmissão de quotas entre pessoas casadas com comunhão de adquiridos”, sublinhou, frisando que isto é “transmitir património de si para si” — “Ainda é dono desta imobiliária”, atirou.
André Ventura apresentou formalmente a moção de censura ao Executivo de Luís Montenegro com o argumento de que está em causa “uma clara e evidente falta de ética na conduta dos governante” e que o Governo não tem condições “técnicas” e “éticas” para continuar em funções. “O país não pode continuar a ser dirigido por governantes que demonstram ter uma total ausência de princípios éticos e de transparência”, argumentou o líder do Chega.
Ventura entrega moção de censura. “É chegado o momento de colocar um fim a este Executivo”
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