Fábio Loureiro, mais conhecido como Fábio “Cigano”, fugiu da cadeia de Vale de Judeus, em Alcoentre, no dia 7 de setembro do ano passado. Um mês depois foi recapturado em Marrocos e desde essa altura aguarda extradição para Portugal. Há cinco meses à espera do processo que irá trazer o marido de volta ao país, Rita Loureiro afirma que as respostas aos pedidos para acelerar a extradição não estão a surgir.

Rita está preocupada com o marido, uma vez que ainda não há data para o processo de extradição para Portugal, avança o Correio da Manhã. Desde que Fábio está preso, Rita viaja de 15 em 15 dias para Marrocos para o visitar. “Há lágrimas, muitas. Vou com o coração nas mãos. Há vários dias que não consigo falar com ele e numa altura do Ramadão nem sei o que vou encontrar”, conta.

Rita explica que Fábio “esteve um mês acorrentado de pés e mãos como um animal e tinha feridas abertas no corpo”. O primeiro mês de prisão foi passado numa cela sem luz e água. “Parecia outra pessoa, estava destruído”, relata.

Em lágrimas, pede ao Estado português para interferir no processo de extradição, assegurando que Fábio está consciente que terá de pagar pelos erros que cometeu: “Quando se é condenado, perde-se a liberdade. Não a capacidade de ser tratado como um ser humano”. “Só peço dignidade, nada mais”, sublinha.

Para que o marido cumpra pena em Portugal, a jovem de 29 anos já contactou dezenas de entidades, mas as respostas têm sido poucas ou nenhumas. “As portas fecham-se, como se não contássemos. Como se o Fábio não merecesse um tratamento digno”.

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Sobre a fuga da cadeia de Vale de Judeus, a mulher de Fábio “Cigano” conta ao Correio da Manhã que ele “aproveitou o momento“. Os fugitivos “El ruso” e Mark Roscaleer tinham um plano e os restantes (Fábio, Fernando Ferreira e Shergili Farjiani) juntaram-se. “Podiam ter sido dez, foram apenas cinco. Foi uma decisão do momento e ele arrepende-se por tudo o que aconteceu depois“. Após terem pulado o muro da cadeia, cada um seguiu o seu caminho e Fábio terá ficado no Sul de Espanha.

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Rita Loureiro confessa que Fábio só a contactou “pouco antes de ir ter com ele. Planeei tudo, apanharam-me em Madrid através do passaporte”. A jovem diz que percebeu, já em Marrocos, que estava a ser seguida. “Decidimos sair e ir a uma loja. Não havia nada a fazer. Íamos ser apanhados“, remata.

Na altura em que foi recapturado, a CNN Portugal avançou que Fábio “Cigano” foi apanhado através dos movimentos da mulher, Rita Loureiro — uma informação que foi confirmada pelo Observador. A Polícia Judiciária monitorizou os movimentos de Rita, que viajou até Marrocos para ir ter com o fugitivo.

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