“Falso ou Verdadeiro? Aprenda a identificar.” É com este mote que o Movimento UPortugal, presidido pelo socialista António José Seguro, lançou este domingo a sua primeira campanha nas redes sociais, que tem como objetivo alertar e sensibilizar “contra as denominadas ‘fake news'” e contribuir para a democracia, como se pode ler no comunicado enviado ao Observador.
Este é a primeira iniciativa do movimento que surgiu este ano, depois de António José Seguro ter voltado aos palcos públicos, após dez anos de afastamento. O antigo líder socialista está a ponderar uma candidatura presidencial, pelo que o movimento tem sido visto como a rampa de lançamento dessa eventual candidatura.
A campanha é composta por nove publicações, divulgadas nas redes sociais, que sugerem hábitos que cada pessoa deve ter quando consome notícias de forma individual. O objetivo é capacitar os cidadãos para que consigam distinguir informações verídicas de fontes de desinformação e contribuir assim para “um ambiente digital mais seguro e confiável“.
“O combate à desinformação exige um compromisso contínuo e a participação ativa de todos”, alerta a associação. A campanha está dividida entre publicações mais gerais, que explicam estas preocupações e sete conselhos para consumir notícias, como verificar as informações em vários locais e ler todo o texto e não só o título.
A preocupação com a desinformação procura dar resposta ao panorama político e mediático nacional da atualidade para “evitar o agudizar de extremismos”. “Cidadãos bem informados são essenciais para o desenvolvimento do país e da democracia“, pode ler-se numa das publicações, que resume o objetivo mais abrangente da campanha, de defesa da democracia.
Candidata e “possível candidato” alinhados contra o populismo e nas farpas ao almirante
O Movimento UPortugal reflete assim alguns dos temas em que António José Seguro se tem focado nas suas intervenções, como o aumento dos populismos e da desinformação que afastam os cidadãos dos partidos políticos e da democracia. Aliás, foram estas preocupações que, oficialmente, estiveram na origem da associação, fundada no início do ano: “aprofundar o debate, a cidadania e a reflexão”.
O antigo secretário-geral do PS tem garanbtido que o movimento que criou não é movimento de apoio a uma possível candidatura presidencial. Ainda assim, o Movimento UPortugal — e a estreia deste domingo nas redes sociais — funciona como plataforma para o antigo secretário-geral do PS, que continua a admitir entrar na corrida a Belém e convive com o título de “possível candidato”.