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O Partido Popular Monárquico (PPM) está a começar “um novo ciclo de vida” depois de terem mexido no seu ADN. Quem o garante é o presidente desta força política, Gonçalo da Câmara Pereira. “Acho que despertaram o monstro”, confessou em entrevista à Rádio Observador, referindo-se ao facto de a Aliança Democrática ter garantido que iriam incluir o ADN do PPM — “a ecologia, o ambiente e a cultura portuguesa” — no seu programa e de não o terem feito.
“Hoje em dia, as pessoas de bem não querem vir para a política, não estão para ser insultados como eu que sou permanentemente insultado pelos políticos. Somos enxovalhados”, afirmou.
Questionado sobre quem o enxovalhou, o presidente do Partido Popular Monárquico revelou ter sido o líder da AD, Luís Montenegro, e o secretário-geral do PSD, Hugo Soares: “Dois betinhos que durante dois anos pediram a nossa sigla. Nós queríamos uma representação parlamentar, não nos deram, mas ao menos que aceitassem integrar dentro do programa da AD o nosso ADN”.
“Aconteceu a mesma coisa com Carlos Moedas. No dia das eleições é tudo bem, beijinho e abraços, e no dia a seguir desligam o telefone”, apontou, acusando o presidente da Câmara Municipal de Lisboa de “ter o telemóvel desligado”.
Sobre se está disponível para fazer uma coligação com Carlos Moedas nas eleições autárquicas, Gonçalo da Câmara Pereira garante, com certeza, que não: “Se não nos ouviu durante três anos com certeza que não vamos nos Novos Tempos.”
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