Um ataque com tiros numa universidade em Tallahassee, no estado norte-americano da Florida, fez dois mortos e seis feridos nesta quinta-feira. Numa conferência de imprensa a polícia de Tallahassee confirmou que as duas pessoas que morreram não eram estudantes da universidade. Outras seis pessoas ficaram feridas e foram enviadas a hospitais próximos. A polícia também confirma que o suspeito foi detido e enviado para um hospital local. O caso está sob investigação e até ao momento não se conhecem detalhes sobre o motivo do ataque.

O xerife do Condado de Leon, Walter A. McNeil, informou que o suspeito chama-se Phoenix Ikner, tem 20 anos, é aluno da universidade e é filho da xerife adjunta, motivo pelo qual teve acesso à arma. A mãe do suspeito trabalha no departamento há mais de 18 anos e “o seu serviço à comunidade sempre foi excecional”, diz McNeil. O xerife disse ainda que Phoenix Ikner esteve envolvido em alguns treinamentos do departamento, motivo pelo qual “não era uma surpresa” que o jovem tinha acesso a armas.

O homem começou a atirar às 11h50 da manhã no campus da Florida State University, próximo à União dos Estudantes, atingindo múltiplas pessoas. A polícia terá agido rapidamente, “neutralizando e apreendendo o atirador”, disse o chefe de polícia Jason Trumbower.

Antes da conferência de imprensa, a polícia de Tallahassee publicou na sua conta do X que o campus já está seguro, mas que a zona da associação de estudantes continua a ser considerada uma cena de crime ativa. A procuradora geral Pamela Bondi confirmou na mesma rede social que o FBI está a prestar auxílio às autoridades.

O ataque terá acontecido perto da associação de estudantes e imediatamente os alunos foram orientados a procurar abrigo. “FDLE está a agir num incidente no campus da FSU, e vamos atualizar o público com mais informações o mais breve possível”, diz um comunicado que o departamento de segurança da Florida publicou enquanto o atirador ainda disparava.

No X alguns alunos partilham fotografias e vídeos, como Daniella Streety, uma estudante de metereologia.

Durante a reunião com Giorgia Meloni no Salão Oval nesta quinta-feira, Donald Trump reagiu ao caso afirmando ser uma “situação trágica e horrível” e que estava “a ser totalmente atualizado”. Mais tarde, questionado por jornalistas, voltou a lamentar o ataque mas rejeita mudar as leis nacionais sobre armas. “Sou um grande defensor da segunda emenda”, disse Trump. “Estas coisas são terríveis, mas a arma não dispara, as pessoas é que disparam”.

Em 2014 outro atirador deixou três pessoas feridas na Florida State University. Myron May, de 31 anos, abriu fogo numa biblioteca no campus e feriu dois estudantes e um trabalhador da biblioteca, antes de ser morto pela polícia.

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