O grupo de restauração espanhol Rodilla, que pertence à cervejeira Damm, chegou a acordo para adquirir 100% da cadeia A Padaria Portuguesa, que tem 84 lojas e duas fábricas, foi anunciado esta quarta-feira em comunicado, divulgado pela Lusa. O valor do negócio não foi indicado.

“O Grupo Rodilla irá implementar um plano de crescimento para a cadeia portuguesa, com o objetivo de reforçar o seu caráter português e impulsionar a sua expansão internacional”, refere a mesma nota.

Para o grupo espanhol, com cerca de 300 estabelecimentos e que integra as marcas Rodilla, Hamburguesa Nostra, Vaca Nostra, Café de Indias e Jamaica, esta é a primeira operação em Portugal e a segunda a nível internacional, após a sua entrada em Miami em 2019.

A operação tem ainda de ser avaliada e aprovada pela Autoridade da Concorrência.

Após esse passo, o grupo indica que “irá concentrar-se em assegurar um período de transição cuidado, mantendo o foco na gestão das equipas e nas operações diárias da empresa”.

O grupo Rodilla é o negócio de restauração da cervejeira Damm.

No comunicado, entretanto enviado ao Observador, Nuno Carvalho, CEO da Padaria Portuguesa e fundador, é citado dizendo que “continuo a ver A Padaria Portuguesa como um verdadeiro diamante em bruto, com um enorme potencial de crescimento. Encontrámos no Grupo Rodilla as características ideais – nomeadamente solidez financeira, competências de gestão, valores familiares e um forte enfoque no desenvolvimento das pessoas – para acelerar o ciclo de investimento e expansão da marca, cujo cenário natural de atuação passa agora a ser a Península Ibérica, levando-a a novos patamares”.

A cadeia de padarias e pastelarias A Padaria Portuguesa foi fundada há 15 anos por Nuno Carvalho e, atualmente, emprega cerca de 1.000 trabalhadores e conta com 84 lojas na Grande Lisboa e no Grande Porto e duas fábricas, em Lisboa e no Porto.

Nasceu de uma inspiração, cresceu para ser o Starbucks do pão e agora está à venda. O que vale a Padaria Portuguesa?

A Padaria Portuguesa teve, em 2023, um volume de negócios de 42,6 milhões de euros em 2023, com o EBITDA (resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos) a ficar nos 3,34 milhões de euros. Em 2023 manteve lucros, de 1,63 milhões de euros, beneficiando de um crédito fiscal de quase 800 mil euros. O resultado antes de impostos foi de 836 mil euros, o que compara com os 966 mil euros em 2022 (ano em que teve lucros de 886 mil euros).

A intenção de venda por parte dos fundadores portugueses do negócio foi noticiado no final do ano passado pelo Jornal Económico. Desde então o seu presidente não falou das negociações.

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