A administração de Donald Trump vai impedir a Universidade de Harvard de poder receber estudantes internacionais. A notícia foi avançada pelo The New York Times, acrescentando que esta medida vai afetar uma fonte de financiamento “crucial” para uma das mais prestigiadas e poderosas instituições de ensino dos EUA.
De acordo com o jornal norte-americano, a decisão surge como mais um esforço da Casa Branca para pressionar a escola de elite a alinhar-se com a agenda do Presidente dos Estados Unidos. No mês passado, Harvard processou a administração devido à tentativa do governo de Trump de impor alterações ao currículo, a políticas de admissão e a práticas de contratação, pondo mesmo em causa o financiamento à universidade.
“Escrevo-vos para informar que, com efeitos imediatos, a certificação do Programa de Estudantes e Visitantes de Intercâmbio da Universidade de Harvard foi revogada”, consta na carta enviada à universidade por Kristi Noem, secretária do Departamento de Segurança Interna dos EUA, esta quinta-feira. Uma cópia da carta foi obtida pelo Times.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 1.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]
Num comunicado entretanto amplamente difundido pela imprensa internacional, o Departamento de Segurança Interna confirma que Kristi Noem ordenou o cancelamento da certificação do programa em questão. A declaração repete a alegação da administração Trump de que “Harvard está a ser responsabilizada pela colaboração com o [Partido Comunista Chinês], promovendo a violência, o antissemitismo e a conduta pró-terrorista dos estudantes no seu campus”. A administração afirma ainda que, consequentemente, Harvard não pode continuar a inscrever estudantes estrangeiros e que os atuais estudantes estrangeiros devem ser transferidos ou perdem o seu estatuto legal.
Harvard tem cerca de 6800 estudantes internacionais, o que representa cerca de 27% do total de alunos naquela que é uma das mais reputadas universidades do mundo, segundo o diário americano, que aponta que “é provável que a mudança tenha um efeito significativo nos resultados financeiros da universidade”. O preço do curso em Harvard é de perto de 59 mil dólares (cerca de 52 mil euros) por ano letivo e os “estudantes internacionais tendem a pagar mais em comparação com outros estudantes”, escreve o mesmo jornal.